Em outubro de 1888, ao completar 44 anos de idade, Friedrich Nietzsche decidiu fazer um balanço de sua vida. Escreveu então Ecce homo, um dos mais belos livros da língua alemã, a obra mais singular jamais escrita por um filósofo. Ecce homo não é uma simples autobiografia: é sobretudo confissão e interpretação, uma síntese inestimável da obra de Nietzsche e de seus conflitos. Um grande pensador, dos mais influentes de nossa época, fala apaixonadamente de suas influências, de sua paixão, de como surgiram suas obras, de seu modo de vida, de seus objetivos - e faz, assim, uma original e desconcertante introdução a si mesmo. Considerando que Nietzsche o escreveu apenas algumas semanas antes de sofrer a perda completa da razão, Ecce homo é também sua última palavra, como filósofo, psicólogo e "anticristo".
Prêmio Jabuti 1996 de Melhor Tradução
Opinião do leitor
Obra prima da literatura, um livro simplesmente extraordinário!!!!
Kurt, São bernardo, 31/10/2010
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Em Ecce Homo ele faz a autocrítica (e o autoelogio) de todos os seus livros anteriores, passando-os em revista. "Eis o homem" é a frase com a qual Pilatos apresenta Cristo aos judeus. ("Crucifica-o, Crucifica-o", responderam, tendo-o visto, os príncipes e os ministros dos sacerdotes, de acordo com o episódio citado no Evangelho de São João). No posfácio a esse volume, da edição das obras de N, pela Cia. das Letras, o tradutor afirma que, com essa obra, N. fez para si mesmo os louvores que gostaria de ter ouvido , durante toda a sua vida, e não escutou de ninguém. E no entanto, mal começara ele a ser lido e admirado, à epoca que terminou de escrever o livro, e já N. incita a todos na introdução, citando passagens do Zaratustra, que o abandonem, e encontrem a si mesmos. E conclui ele dizendo: "Somente quando me tiverem todos renegado, retornarei a vós". http://amacula2.blogspot.com
Lauro Marques, São Paulo, 17/10/2005
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ECCE HOMO, decerto, já traz em seu título o espírito afirmativo de NIETZSCHE, em detrimento da decadência. Tudo que ele escreveu revela sua força e raridade nas idéias e no estilo.ECCE HOMO vem assim também, com uma grande vantagem: dá uma forte perspectiva de sua interpretação. São famosos os trechos da visão do ETERNO RETORNO e de assertiva ´´Não sou um homem, sou um dinamite``.E com razão, seus estrondos ecoam ainda, ainda vivemos na decadência. AFINAL, NIETZSCHE CHEGA A RIMAR COM DINAMITE, E NÃO SÓ RIMAR!!!!!!!!
GERALDO VALE DO E. S. JÚNIOR, FEIRA DE SANTANA, 28/05/2005
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Não há uma autobiografia tão peculiar em toda a literatura! Em Ecco Homo Nietzsche confirma ser o maior escritor filósofo que já existiu. Podemos entender esse ultimo regalo dado a nós por Nietzsche, como sendo sua ultima e especialissíma "martelada". Nela encontramos a reafirmação de tudo o que a nos foi escrito e, de maneira bela e intrigante, o vaticínio que confirmou-se no seculo passado: não se trata de um homem,trata-se de uma dinamite!
Elton Junior Martins Marques, Santo Antonio do Pinhal, 22/02/2005
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Um livro onde todo o valor introspectivo deste grande autor, é demasiadamente expresso em tons latentes, vibrantes e de tal maneira que os valores do autor, sao nitidamente demosntrados. Esse , talvez seja um dos livros onde o conhecimento, o valor real de si mesmo e quaisquer demosntracoes do corpo e da alma, sao descritos, um livro que coloca o leitor sobre todos os desafios, sejam eles morais ou espirituais, sejam eles metafisicos - valores solapados pelo autor- ou terrenos - nesse podemos encontrar um risco de nitidez do autor que nos coloca em cheque-. Seria isto, apenas um comentario de mais um dos muitos e muitos escritos de tal autor, um ser que fora capaz de solapar valores muitos condensados pela cultura seja ociental ou oriental, um homem que colocou o mundo a prova, e como o mesmo dizia: "eu sou uma dinamite", isto traduz um pouco do que ele queria dizer para o mundo.