As horas, prêmio Pulitzer de literatura de 1999, pode ser definido como a saga da consciência de três mulheres - uma real, duas fictícias - em busca de algum tipo de inserção no mundo "normal", tendo como pano de fundo constante a presença palpável e inquietante da loucura e da morte. A personagem real, espécie de matriz iluminadora de todo o livro, é Virginia Woolf, cujo suicídio, em 1941, é narrado de forma comovente e realista logo nas primeiras páginas. Ela, mais Laura Brown, uma dona de casa angustiada num subúrbio de Los Angeles, em 1949, e Clarissa Vaughn, editora de sucesso na Manhattan de hoje, são as protagonistas deste livro apaixonante. Presenciamos, em capítulos alternados, um dia na vida de cada uma delas. O talento de Cunningham consegue encapsular todo o drama de suas existências. Virginia, num dia normal e suburbano de 1923, esforça-se por manter sob controle os sintomas da loucura e para redigir Mrs. Dalloway, romance que mantém com As horas uma habilidosa simbiose. Laura busca, em vão, ajustar-se ao seu triplo papel de mãe, esposa e dona de casa, confeccionando, ao lado do filho Ritchie, de três anos, um bolo de aniversário para o marido Dan. Acontece que tudo o que Laura mais deseja na vida é solidão e a companhia de Virginia Woolf, sob a forma de seu romance Mrs. Dalloway, que ela lê apaixonadamente. Clarissa, cinqüentona e ex-hippie ainda atraente, bem casada com uma produtora de tevê, compra flores e organiza uma festa em homenagem a Richard, amigo gay e aidético terminal que acaba de ganhar um prêmio literário. O cruzamento surpreendente dessas três histórias, urdido com a mão imaginativa e experiente de Michael Cunningham, vai mergulhar o leitor numa das experiências mais comoventes da literatura contemporânea.
Opinião do leitor
Tantos personagens maravilhosos e todos como se fossem antigos conhecidos; conhecemos seus gestos, seus suspiros e passos. Na adaptação nas telas houve consideráveis mudanças, não que estrague a obra, pelo contrário, engrandecem-na.
Tadeu Borella, Araras, 21/05/2010
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Livro indescritível, excelente em todos os aspectos inquestionavelmente uma obra-prima! Instiga o leitor a viajar no mundo woolfiano,e conhecer TODAS as obras da Fantástica Virginia Woolf!! Excelente livro recomendo a todos que apreciam uma boa leitura
Matheus, Aracaju, 04/06/2007
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O livro é ótimo, muito bem escrito, surpreendente. Acende a vontade de conhecer não só os outros livros do autor, mas tb a vida e obra de V. Woolf, pric. "Mrs Dalloway". Não dá pra explicar - leia !
Carolina, Rio de Janeiro, 18/05/2007
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Excelente insight, se tomarmos como base a obra que o originou, Mrs Dalloway. Adorei o livro, como sempre mais uma valorosa publicação da Cia. Parabéns!
Rosangela Neres, Cabedelo, 18/09/2005
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Talvez o melhor livro que ja li. as horas tem a força de um furacão e a ternura de um jardim. Cunninghan é o maior escritor da atualidade. sugiro que Cia das Letras nos dê de presente outras obras do autor.
francisco vieira da silva, são josé de piranhas, 14/07/2005
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O livro é ótimo li,não entendi muito, assisti o filme e depois reli, aí sim eu entendi, sabia bhistória de cor.
Norton Dallacort, Chapecó, 03/01/2004
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Um dos melhores livros que eu já li. A história de três mulheres, três vidas que você não pode deixar de ler.