Influenciado pela técnica de intrigas entrelaçadas e pela ausência de personagem principal da ficção de Aldous Huxley, Erico Verissimo escreveu Caminhos cruzados, tendo como cenário uma Porto Alegre onde já se confrontavam modernização e miséria, luxo e desencanto.
Sem narrar acontecimentos de vulto, o autor expõe o nervo da fragilidade humana. Sua capacidade de fabulação ainda hoje provoca impacto e lança um apelo à sensibilidade.
Opinião do leitor
A releitura de "Caminhos cruzados", assim como a de tantos outros livros do Erico, só me fez reviver as noites de minha adolescência, quando eu me deliciava com as histórias do escritor gaúcho. Este livro continua forte, destemido.Só mudou a época histórica. Os conflitos humanos que residem nesta obra, porém, permanecem.
Enoch Tótola Vieira Rosa, Fundão, 07/10/2008
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"Caminhos cruzados" foi o primeiro livro que li de Erico Verissimo e posso dizer que, quando os caminhos de nossa vida se cruzam com a literatura deste autor, nunca mais seremos os mesmos, pois ele nos permite apreender parte da sua visão de mundo esclarecedora e, ao mesmo tempo, compreensiva e revoltada. Só uma falha encontrei na publicação das obras de Verissimo pela Companhia das Letras: a ausência de "O resto é silêncio", que está esgotado para a venda nas livrarias.
Diego Moitinho Cano de Medeiros, São Paulo, 05/05/2008
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"Caminhos cruzados" foi o primeiro livro que li de Erico Verissimo e posso dizer que, quando os caminhos de nossa vida se cruzam com a literatura deste autor, nunca mais seremos os mesmos, pois ele nos permite apreender parte da sua visão de mundo esclarecedora e, ao mesmo tempo, compreensiva e revoltada. Só uma falha encontrei na publicação das obras de Verissimo pela Companhia das Letras: a ausência de "O resto é silêncio", que está esgotado para a venda nas livrarias.
Diego Moitinho Cano de Medeiros, São Paulo, 05/05/2008