Liberdade, quarto romance do norte-americano Jonathan Franzen, foi um dos mais festejados lançamentos literários de 2010. Publicado nove anos após As correções (vencedor do National Book Award), o livro foi saudado como um painel amplo e profundo da sociedade americana contemporânea e um triunfo da prosa refinada que já fazia a fama do autor.
A história de Liberdade gira ao redor de um trio de protagonistas. Walter e Patty Berglund formam, junto com os filhos adolescentes Joey e Jessica, uma típica família norte-americana liberal de classe média. Richard Katz é um roqueiro descolado que tenta fugir da fama que tanto buscava no passado. Os três se conhecem no final dos anos 1970, na Universidade de Minnesota, e a partir daí suas vidas se entrelaçam numa complexa relação de amizade, paixão, lealdade e traições que culminará com uma série de conflitos decisivos na primeira década do novo milênio, época em que o conceito de liberdade parece tão onipresente quanto fugidio.
Como em As correções, Franzen mergulha numa tragédia familiar para dissecar, com incrível detalhe e personagens tão reconhecíveis quanto surpreendentes, a psique e os sonhos da classe média norte-americana, explorando temas como o choque entre as políticas liberais e conservadoras no contexto social e privado, os males da superpopulação e das ameaças ecológicas, a crise do politicamente correto e os dilemas afetivos de uma geração cada vez mais conectada, individualista e globalizada.
Aclamado pela crítica, Liberdade também foi um fenômeno de mídia. A apresentadora Oprah Winfrey o selecionou para o seu popular círculo do livro, o Oprah’s Book Club, e a revista Time estampou sua capa com o romance, algo que não acontecia desde o ano 2000, quando Stephen King figurou no mesmo espaço.
“O romance mais comovente de Franzen - um livro que se revela ao mesmo tempo uma envolvente biografia de uma família problemática e um retrato incisivo do nosso tempo.” - Michiko Kakutani, The New York Times
“Não é à toa que Liberdade menciona Guerra e Paz em todas as letras. Ele pede espaço na prateleira ao lado do tipo de livro que as grandes feras escreviam. Livros que eram chamados de importantes. Que eram chamados de os grandes.” - Benjamin Alsup, Esquire
“O livro do ano, e do século.” - The Guardian
“Assim como As correções, Liberdade é uma obra-prima da ficção americana. Liberdade é um livro ainda mais rico e profundo - menos reluzente na superfície, porém mais seguro em seu método. Como todos os grandes romances, Liberdade não conta apenas uma história cativante. Ele ilumina, pela profunda inteligência moral do autor, um mundo que julgávamos conhecer.” - Sam Tanenhaus, The New York Times Book Review
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Opinião do leitor
Leitura envolvente, atual e universal como são as escolhas e os sentimentos, é um registro e tanto
destes novos tempos que às vezes parecem os mesmos velhos tempos.
Ademilton Moreira de Sousa, Teresina - PI, 04/10/2011
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Acabo de lê quase de um folego só, pois a leitura é envolvente. Atualíssimo, independente de onde se passa a história, os sentimentos que o percorrem são universais, as ações cada vez mais globalizadas, desses personagens que somos nós todos neste planeta único.
Ademilton Moreira de Sousa, Teresina - PI, 04/10/2011
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a leitura deste livro retrata uma época recente americana, onde a esperança e liberdade são buscadas no convívio familiar, ou numa política nem sempre tao liberal.
carlos alberto sebben pinheiro, porto alegre, 19/08/2011
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Livraço, personagens incrivelmente familiares, descritos com profundidade, implacavelmente. Adoraria vê-lo no cinema.
Zé Barrichello, São Paulo, 03/08/2011
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Melhor do que "As correções". Uma evolução notável, texto mais fluente, porém não menos perturbador. Os personagens giram em torno dos seus destinos obstinados. Eu diria que JF cria cenas brilhantes durante os capítulos, e essa é na minha opinião, sua melhor característica. Repare bem em Patty, talentosa para algumas coisas, e inábil para outras tanto. Enfim, um Balzac moderno...