Autores / Adriana Carranca
ADRIANA CARRANCA
Adriana Carranca é escritora e jornalista, especializada na cobertura de conflitos, crises humanitárias e direitos humanos, com olhar especial sobre a condição das mulheres. É colunista dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo e repórter enviada para coberturas especiais, como a série de reportagens sobre as guerras no Iraque e Síria, onde testemunhou um ataque do Estado Islâmico contra a base em que estava, enquanto acompanhava milicianos curdos.
Seus textos foram publicadas por revistas internacionais como a americana Foreign Policy e a edição francesa da Slate, entre outras – histórias como a de meninas entregues em casamento ainda crianças para sanar disputas tribais, que entrevistou em um vilarejo do Paquistão.
É autora do infantil Malala, a menina que queria ir para a escola (Companhia das Letrinhas). “A publicação da obra inaugura um novo gênero literário no mercado nacional: o de livros-reportagens para crianças”, escreveu O Globo. O livro foi duplamente premiado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) em 2016, nas categorias “escritora revelação” e “melhor livro informativo”, e será publicado em Portugal e países de língua espanhola.
Publicou também O Irã sob o chador (Ed. Globo), como co-autora, finalista do prêmio Jabuti; e O Afeganistão depois do Talibã (Civilização Brasileira).
Como repórter, cobriu extensamente a guerra no Afeganistão e Paquistão, onde esteve em momentos diferentes do conflito, entre os quais quando o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, foi morto em uma operação dos EUA, e entrevistou o comandante militar do Talibã responsável por sua segurança em território afegão. Na Indonésia, foi a única jornalista a entrevistar os integrantes do Jemah Islamiyah, filial da Al-Qaeda na Ásia, condenados pelo atentado em Bali que deixou mais de 200 mortos, o primeiro no rastro do 11/9.
Mergulhou no universo de outros países muçulmanos como Irã, Egito e nos territórios palestinos da Cisjordânia e Faixa de Gaza. Acompanhou de perto alguns dos conflitos mais sangrentos da África, como as guerras na República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Uganda.
Como jornalista, recebeu os Prêmios Esso (menção honrosa) com a série de reportagens “Guerras da África”; Líbero Badaró 2015 na categoria reportagem internacional com “Sudão do Sul, a guerra esquecida”, e 2014 (grande prêmio) com a “Coletânea da guerra no Afeganistão”; sete edições do prêmio Estado de Jornalismo, e o Prêmio O Globo de melhor trabalho publicado em 2015 com a série sobre as guerras no Iraque e Síria.
Foi correspondente na ONU, em Nova York, como fellow do Dag Hammarskjöld Fund for Journalists. Em 2012, passou temporada como pesquisadora convidada do Instituto Reuters para Estudos do Jornalismo, na Universidade de Oxford. No ano seguinte, integrou o Projeto de Jornalismo Internacional, da Universidade Johns Hopkins, de Washington. É formada em jornalismo e tem mestrado em Políticas Sociais e Desenvolvimento pela London School of Economics (LSE), como bolsista Chevening.
Adriana também tem trabalhos nas áreas de fotografia e documentário. Co-dirigiu E Se For Menina?, filme-documentário sobre adolescentes envolvidas com o crime em São Paulo, personagens que acompanhou por sete anos. Sua exposição fotográfica “Outono em Cabul” circulou pelo Brasil. Uma das imagens foi escolhida pela ONU para integrar a campanha Humanizing Development.


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