Página 4 - YNARI

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— Eu só a vejo de longe.
— A palanca negra gigante correu até perto de ti, fez-te mal?
— Não, nunca.
—Vês… Não precisas de usar a palavra “
medo
”.
—Também acho… — disseYnari, dando a mão ao homem simples­
mente pequeno.
Já era mesmo de noite. O céu não tinha nuvem nenhuma e estava
cheio de estrelas para se contar. Os dois olharam o céu, que era escu-
ro e brilhante ao mesmo tempo.
— Olha tantas estrelas…
— Estou a olhar — disse o homem simplesmente pequeno.
— Parece que dançam! —Ynari sorria, contente.
— É verdade… parece mesmo. Deve ser hora de usarmos a palavra
admiração
”, não achas? — sorriu o homem simplesmente pequeno.
— Acho, sim… Mas, olha, tenho que ir.
— Se tens que ir, tens que ir.
— Amanhã posso ver-te? — perguntou Ynari.
— Podes. Amanhã estarei ali, no mesmo lugar onde nos
encontramos, junto ao rio, junto ao nascer do sol.
— Amanhã podemos brincar com mais palavras?
— Claro. Podemos sempre brincar com as palavras…!
— sorriu o homem que já não parecia tão pequenino.
— Bons sonhos — despediu-se Ynari, a correr. —
Até amanhã.
— Até amanhã. Bons sonhos para ti também.