Página 11 - barnaby

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Barnaby fechou os olhos, pois não queria mais ver o
chão desaparecer debaixo de si. Não sofria da mesma verti-
gem que Stephen Hebden, mas, ainda assim, quanto mais
alto chegava, mais assustado ficava.
Quando finalmente ousou reabrir os olhos, havia uma
revoada de cacatuas rosa ao seu lado e lá ficaram, pairando
e olhando com expressões de impaciência, descontentes
porque seu espaço aéreo fora invadido por um garoto de oi-
to anos. Bicaram Barnaby por um tempo, batendo as penas
em seu rosto, mas alguns minutos depois seguiram voando,
deixando o menino subir mais alto no céu. Ele se voltou pa-
ra a esquerda e ficou contente por ver algo — outra criatura,
quem sabe — que vinha à distância, um pouco mais alto, em
sua direção. Continuou olhando e percebeu que não era uma
criatura, mas sim um grande balão de ar quente, com o ces-
to abaixo e a forte chama que o mantinha no ar.
— Socorro! — gritou Barnaby, abanando os braços com
toda força, o que só o fazia subir mais rápido. — Estou
aqui!