Página 14 - barnaby

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Barnaby parou de pensar em voltar para Sydney e come-
çou a pensar em como agradecer a Joshua Pruitt. Pouquíssi-
mas pessoas, concluiu, teriam sido tão atenciosas quanto
ele, a ponto de passar antisséptico no seu machucado e pen-
sar em algo para que ele não saísse flutuando. “Mas o que fa-
zer
?
”, ele se perguntava. Mal tinha dinheiro e não conhecia
ninguém na cidade.
Então teve uma ideia.
Caminhando bem devagar pela rua —
bem
devagar —,
ele foi atrás de uma agência de correios. Quando encon-
trou, sentou-se num banco diante de uma imensa lista tele-
fônica e começou a virar as páginas rapidamente à procura
de um endereço. Não levou muito tempo para encontrar.
Anotou o endereço num papel e, como a maioria das ruas
de Manhattan têm números e não nomes, conseguiu chegar
ao lugar sem muita dificuldade, apesar dos pesos de ferro
nos sapatos e do fato de suas orelhas terem voltado a doer.
Vista da rua, a galeria de arte parecia imponente. Era
toda pintada de branco, e pelas imensas janelas Barnaby só