Página 19 - barnaby

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— Estou bem — disse Barnaby, pensando em todos os
aviões de Toronto que se preparavam para partir rumo ao
hemisfério Sul. — Tenho que ir embora, na verdade.
— Mas que absurdo — disse o homem. — Para onde
você vai
?
— Para casa, óbvio — respondeu Barnaby.
— E onde fica sua casa
?
— Em Sydney, na Austrália.
O homem sorriu.
— Você não é de Toronto
?
— perguntou ele.
— Não. E você pode soltar meu braço, por favor
?
Está
me machucando.
— Ah não, não vou fazer isso de jeito nenhum — disse
o homem. — Vai que você sai voando de novo. A gente não
pode deixar isso acontecer, não é
?
Eu falei que agora a sua
vida me pertence.
— Mas você disse que estava brincando.
— E ainda estou brincando — disse o homem com um
sorriso perverso. Ele tinha um rosto muito branco, cabelos
negros oleosos e vestia algo que parecia um smoking preto
com uma faixa vermelha nas lapelas. Fez um movimento en-
graçado com o pulso, e o chicote enrolou-se perfeitamente
com um estalo. Então o homem o colocou de volta em uma
bolsinha na perna.
— Por que você carrega um chicote
?
— perguntou
Barnaby.
— Faz parte do meu trabalho. Você já foi ao circo,
creio eu.
— Não — disse Barnaby. Alistair não deixava ele ir ao