Página 22 - barnaby

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havia muito pólen no ar — da menina que sumia e reaparecia
a cada espirro que dava. Por fim, simplesmente fi­zeram uma
reverência com os chifres e partiram na direção oposta.
Ao longe, estacionada na estrada, havia uma pequena
frota de carros e motocicletas.
— Comprei todos hoje — disse o homem, rindo consi-
go mesmo. — Cramunhão, eu tenho tanta grana que nem
foi nada. Os estudantes vão levar cada um por uma rota di-
ferente, então é bom se despedir. Assim vai ser mais difícil
localizar vocês. Cada um vai para um terminal de ônibus,
uma estação de trem, aeroporto e porto. Se viajarem juntos,
vão se destacar demais no meio da multidão.
E tinha sido justamente isso, pensou Barnaby, que os le-
vara àquela situação.
Os amigos se despediram uns dos outros e prometeram
escrever assim que chegassem a seus destinos. Alguns esta-
vam juntos há muito tempo e, embora ansiosos para voltar
para casa, sentiam-se tristes por ter que deixar os outros.
— Foi bom rever você — disse Liam McGonagall, ofe-
recendo o gancho a Barnaby, que o apertou com carinho.
— Para onde você vai
?
— perguntou ele.
— Voltar à Índia. Se conseguir chegar lá.
— Espero que um dia a gente se reencontre.
— Bom, a gente não esperava se rever dessa vez, não é
mesmo
?
Nunca se sabe. Boa viagem, Barnaby.
Todos partiram em direções distintas, até restarem ape-
nas duas pessoas na última motocicleta.
— Você ainda não me disse seu nome — disse Barnaby
ao homem que os salvara.