Página 11 - amizade

Versão HTML básica

43
conhecida obra da Grécia antiga —, só escapou dos truques dessas
lindas criaturas porque colocou cera nos ouvidos e se amarrou a um
mastro de navio.
Oceano Atlântico
O nome desse oceano deriva de Atlas, uma divindade da mitolo-
gia grega. Na Antiguidade era chamado de “mar de Atlas”. Portugal
explorou ao máximo sua boa posição geográfica e, a partir da “boca”
do Atlântico, empreendeu sua conquista marítima, que lhe rendeu o
lugar de grande metrópole até finais do século
XV
e começo do
XVI
.
Conforme dizia o refrão de
Os lusíadas
(1572), obra de Luís Vaz de Ca-
mões (1542-80), “navegar é preciso”, e essa era a melhor saída para
o pequenino reino português. O Atlântico era pouco conhecido: era
“um incógnito mar”, como descreveu Pero Vaz de Caminha. Durante
os quase dez anos que separam a passagem pelo sul da África de Bar-
tolomeu Dias, em 1488, até a partida da armada de Vasco da Gama,
em 1497, o Oceano funcionara como uma espécie de laboratório de
experimentação para os portugueses.
Terra de Santa Cruz, Terra Papagalis, Brasis ou Brasil
Logo que os portugueses chegaram ao novo território procuraram, em
vão, pelo ouro que havia feito a alegria dos colonizadores espanhóis. Mes-
mo sem ter tanto interesse na nova terra, até porque não encontraram
riquezas nela, era preciso batizar o novo domínio. Tanto mestre João co-
mo Pero Vaz de Caminha, nas cartas que escreveram no mesmo dia pri-
meiro de maio de 1500, chamaram a terra de “Vera Cruz”. Mas o nome
não vingou, e após 1501 o local foi denominado ora como “Terra Papa-
galis” — numa referência ao papagaio —, ora como “Terra de Santa Cruz”
(aliás, nome utilizado por d. Manoel na carta que enviou aos reis católi-
cos). Já Cabral a teria chamado “Terra de Santa Cruz” por causa do Le-
nho Sagrado — o crucifixo —, e associado a missa ao sacrifício de Cristo.