Página 5 - amizade

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O PRIMEIRO ENCONTRO
Enquanto isso, ainda dentro do barco, o menino Pedro, com as mãos no
queixo, observava boquiaberto o espetáculo em que acabava de aportar, sem­
pre com seu diário nas mãos. Que maravilha tudo aquilo! Era tanto verde que
parecia um mar esmeralda. E os pássaros? Quantas cores! Nunca tinha visto
um arco-íris de pássaros como aquele! Tartarugas nadavam perto da caravela e
peixes amarelos e vermelhos rondavam o casco do navio. Existia também uma
ave engraçada.Uns marujos que já haviam passado pela terra disseram chamar-
-se
papagaio
. Ela era toda colorida, e além de tudo... falava! É certo que o me­
nino Pedro não sabia o que ela dizia — não tinha, aliás, a menor ideia —, mas
o fato é que desde que ele aportara nos “Brasis”, a ave não saía mais do seu om­
bro. E dizia umas coisas estranhas, mas que ele gostava de escutar: morria de
rir. Gostou tanto que a chamou de
Papageno
. Aquele seria seu mais novo e fiel
amigo americano, e juntos falariam muitas coisas, e quem sabe um dia até se
entenderiam.
O menino disse:
— Eu sou o PEEEdro.
E o papagaio respondeu PEEEdro, PEEEdro, e assim começava uma be­
la amizade.
— Ei, Pedrinho ­— gritou dom Felipe —, sai dessa pasmaceira, desse
sonhar acordado, e vem ajudar a descarregar. Tem muito material por