Dennis Lehane estreou no gênero policial com Um drink antes da guerra, romance em que os leitores são apresentados a uma formidável dupla de detetives: Patrick Kenzie e Angie Gennaro, versão mais neurótica do par Nick & Nora, de Dashiell Hammet, de quem Lehane herdou a agilidade para narrar cenas de ação e a crítica aguda às imbricações entre crime e poder. Nesta história, Kenzie e Gennaro são contratados para descobrir o paradeiro de Jenna Angeline, faxineira do gabinete de um senador. Jenna teria roubado certos documentos que conteriam subsídios importantes para um projeto de lei polêmico, segundo o qual as gangues seriam qualificadas como "terrorismo de rua" - verdadeiro rastilho de pólvora para as relações raciais tensas de Boston. Ao descobrir que a faxineira tem ligações com os líderes de grupos rivais no gueto negro, Kenzie e Gennaro serão atirados no fogo cruzado de uma violenta guerra urbana. E, entre conflitos raciais, escândalos sexuais, tráfico de drogas e práticas políticas mais que duvidosas, terão de descobrir o que fazer com sua relação intensa de amizade e paixão.
Opinião do leitor
Lehane,ao descrever o subúrbio dos emigrantes irlandeses de Boston, nos remete às transformações sociais ocorridas naquela cidade. Uma leitura agradabilíssima,cheia de implicações fortes que é,também,o que vemos no cine estadunidense. Mas o livro é o diferencial.
Eduardo Antonio C. dos Santos, Campina Grande, 18/02/2005
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O livro é ótimo. Lehane tem um estilo que prende a atenção desde a primeira linha e faz você esquecer que está lendo um livro. Porém, a tradução é muito mal feita. Traduzir "shotgun" como "fuzil", "gun" como "revólver" e "open fire" como "fiz fogo" são apenas alguns dos erros que atrapalham bastante a leitura, mas não chegam a estragar o livro.