Este romance de escritura primorosa narra um percurso. É o que se opera na consciência de Pedro durante uma viagem de ônibus para o bairro do Tirol, na periferia pobre da cidade onde mora - uma espécie de panela de pressão de violência e injustiça sistemática. É lá que mora Rosane, namorada de Pedro: faz algum tempo que ele passa os fins de semana com ela.
De radinho no ouvido, lendo a intervalos, observando o que se passa dentro do ônibus e fora nas ruas, Pedro, sem se dar conta, costura as ideias. Ao fim da viagem ele não será mais o mesmo: o que vê e pensa durante o trajeto, os fatos de sua vida, seus afetos, o mundo em que está imerso, tudo reunido terá formado um novo conhecimento, mais profundo e mais crítico, mas que nem por isso o deixará desprotegido numa sociedade em que parece não haver como fugir de um destino opressivo. O passageiro do fim do dia não deixa dúvida sobre a importância de Rubens Figueiredo no cenário literário contemporâneo no Brasil.
Opinião do leitor
Parabenizo o grande escritor Rubens Figueiredo por mais este prêmio. Decerto ele o merece com o seu formidável O passageiro do fim do dia.
Achel Tinoco, Salvador, 15/11/2011
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Amazing! Neste começo assemelha-se a um conto de há muitos anos "O homem da britadeira", escrito sob a influência do livro 'CADEIRAS PROIBIDAS' do Loyola; comprarei é claro para continuar a leitura. Um abraço do J.Fausto Toloy escritor 'soi-disant'
JOSÉ FAUSTO TOLOI, CAMPINA DA LAGOA- PR, 09/09/2011
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'Passageiro do fim do dia' é um romance angustiante, arrebatador, um firme olhar sobre a condição humana em situação de abismo social. Uma leitura que causa impacto ao leitor desavisado. Rubens Figueiredo revela-se uma espécie de Graciliano Ramos de 'vidas secas' no submundo urbano. Leitura que vale a pena.