A Penguin Classics é a maior e mais abrangente editora de literatura clássica do mundo, e passa a ser, em parceria com a Companhia das Letras, a primeira editora de língua inglesa a publicar clássicos em português.
O selo Penguin-Companhia das Letras editará em português obras do riquíssimo catálogo da Penguin, com o formato internacionalmente reconhecido da coleção, e uma série de clássicos em língua portuguesa, que recuperarão o histórico design "listrado" do início da Penguin, considerado um dos mais importantes da história do design britânico. Grandes títulos do atual catálogo da Companhia e algumas obras-primas da língua portuguesa serão publicados nas duas séries. O cuidado com os livros começa na escolha do tradutor, e passa pela seleção do rico material de apoio que acompanha cada edição: são cronologias, prefácios escritos por especialistas, notas que contextualizam e enriquecem as obras. A Penguin-Companhia das Letras preservará nos volumes brasileiros as introduções e notas que distinguem as edições da Penguin Classics.
Para Stephen Morrison, publisher associado e editor-chefe da Penguin Books, "com essa parceria, a Penguin Classics segue em seu propósito de publicar livros de todo o planeta e de todas as épocas, que sejam de interesse tanto do leitor comum quanto do leitor que está nas universidades".
Se o clássico é aquele livro que ultrapassa seu próprio tempo, ninguém soube mais que a Penguin como reinventá-los para o leitor moderno. E o selo Penguin-Companhia das Letras surge justamente com esse intuito: aliar a experiência da Penguin com a qualidade dos livros da Companhia das Letras, oferecendo ao leitor obras de outras épocas, mas feitas para o nosso tempo.
Clássicos para todos
Os primeiros livros da Penguin, em brochura, foram lançados durante o verão de 1935. Estampavam nomes como Ernest Hemingway, André Maurois e a própria Agatha Christie, a um preço que equivalia, como Lane gostava de enfatizar, ao de um maço de cigarros. A isso se somava uma distribuição ampla, em pontos de venda considerados pouco ortodoxos, além das livrarias. Com capas listradas, os exemplares tinham seus gêneros classificados por cores: tarja laranja para ficção, tarja azul para biografias e tarja verde para romances policiais. Lane não inventou a edição em brochura (paperback), mas certamente, com esses passos, ensejou uma verdadeira revolução no design e na comercialização desse tipo de livro. "Acreditamos na existência de um amplo público leitor de livros inteligentes a preços baixos neste país, e apostamos tudo nisso", declarou certa vez o fundador da Penguin.
Duas décadas de inovação editorial
A Companhia das Letras foi criada em 1986. Nos primeiros doze meses de existência, lançou 48 títulos; em 2008, foram mais de 230. Em 24 anos, publicou quase 3500 títulos, de cerca de 1300 autores, incluindo os lançamentos dos outros selos da editora: Companhia das Letrinhas, Cia. das Letras, Companhia de Bolso, Quadrinhos na Cia. e editora Claro Enigma.
Desde o início, sob o comando de seu fundador, Luiz Schwarcz, causou significativo impacto ao apostar numa linha editorial definida pela qualidade - seja nos textos, seja no tratamento visual e gráfico dos livros -, estimulando a formação de novos públicos, gerando tendências e contribuindo decisivamente para a configuração de um patamar superior de qualidade no mercado editorial brasileiro.
Fundada em 1946, a Penguin Classics é o mais célebre selo do Grupo Penguin e a maior e mais abrangente editora de clássicos do mundo. A partir de 2010, passa a ser também a primeira editora de língua inglesa a publicar clássicos traduzidos para o português.
O selo Penguin-Companhia das Letras editará obras do riquíssimo catálogo da coleção Penguin Classics, e uma série de títulos consagrados da língua portuguesa.