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Cia das Letras

Dossiê H

Tradução: Bernardo Joffily

Kadaré transforma em literatura os conflitos étnicos que há séculos castigam a pequena Albânia, terra desgarrada entre Oriente e Ocidente. O romance tem início quando dois pesquisadores irlandeses chegam a uma minúscula cidade albanesa para estudar as narrativas épicas da região, uma tradição oral cuja estrutura eles acreditam ser semelhante à que existia na Grécia de Homero.

Kadaré transforma em literatura os conflitos étnicos que há séculos castigam a pequena Albânia, terra desgarrada entre Oriente e Ocidente. O romance tem início quando dois pesquisadores irlandeses chegam a uma minúscula cidade albanesa para estudar as narrativas épicas da região, uma tradição oral cuja estrutura eles acreditam ser semelhante à que existia na Grécia de Homero. Os estrangeiros causam frisson na cidadezinha. Para os políticos, por exemplo, trata-se de espiões. Já as mulheres vêem nos visitantes uma oportunidade de desafogo para o marasmo em que vivem.A metáfora da cegueira costura o enredo. Homero, dizem, era cego; os cantadores de poesia não enxergam bem; os espiões podem prescindir da visão; um dos irlandeses tem problemas de vista; outro personagem afirma que até o planeta está com a vista enfraquecida. Irônico, versátil, Kadaré mostra o que pode acontecer quando modos de ver inconciliáveis têm de partilhar o mesmo chão.Edição revista pelo autor. Tradução direta do albanês.

Sinopse

Kadaré transforma em literatura os conflitos étnicos que há séculos castigam a pequena Albânia, terra desgarrada entre Oriente e Ocidente. O romance tem início quando dois pesquisadores irlandeses chegam a uma minúscula cidade albanesa para estudar as narrativas épicas da região, uma tradição oral cuja estrutura eles acreditam ser semelhante à que existia na Grécia de Homero. Os estrangeiros causam frisson na cidadezinha. Para os políticos, por exemplo, trata-se de espiões. Já as mulheres vêem nos visitantes uma oportunidade de desafogo para o marasmo em que vivem.A metáfora da cegueira costura o enredo. Homero, dizem, era cego; os cantadores de poesia não enxergam bem; os espiões podem prescindir da visão; um dos irlandeses tem problemas de vista; outro personagem afirma que até o planeta está com a vista enfraquecida. Irônico, versátil, Kadaré mostra o que pode acontecer quando modos de ver inconciliáveis têm de partilhar o mesmo chão.Edição revista pelo autor. Tradução direta do albanês.

Ficha técnica

Título Original
Le dossier H
Selo
Companhia das Letras
Lançamento
05/06/1990
ISBN
978-85-359-0183-2
Acabamento
Livro brochura
Páginas
192
Formato
21x14 cm
Peso
223 g
Tradução
Bernardo Joffily