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Cia das Letras

K.

Tradução: Titan Jr., Samuel

Todo leitor de A metamorfose, O processo ou O castelo conhece a sensação de absurdo e de extravio que experimentam os anti-heróis de Kafka em meio a tramas e argumentos labirínticos. Em K.

Todo leitor de A metamorfose, O processo ou O castelo conhece a sensação de absurdo e de extravio que experimentam os anti-heróis de Kafka em meio a tramas e argumentos labirínticos. Em K., Roberto Calasso convida o leitor a examinar essas narrativas, quase linha a linha, em busca dos princípios que ordenam seu conjunto. K. representa a seqüência do estudo sobre a natureza e o lugar do mito na Antiguidade e na era moderna que Calasso iniciara em As núpcias de Cadmo e Harmonia e Ka. O método é o mesmo. Nos dois primeiros livros, o autor conduzia os leitores pelos meandros desconcertantes de dois grandes corpos mitológicos, transpondo a barreira lingüística do grego e do sânscrito. Agora, aplica-se a um objeto mais próximo e supostamente familiar, mas não menos desconcertante: as narrativas, cartas e diários de Franz Kafka, examinadas, citadas e comparadas com ânimo de detetive. À primeira vista, a diferença não poderia ser maior: de um lado, a proliferação de divindades, cenários e versões; de outro, um universo urbano de elementos escassos e histórias que parecem não admitir nem progresso nem desenlace. Mas Calasso demonstra que Kafka, como nenhum outro, intuiu a configuração de poderes e potências que governam o destino do indivíduo moderno - e assim criou a mitologia mais perspicaz e cortante dos nossos tempos.

Sinopse

Todo leitor de A metamorfose, O processo ou O castelo conhece a sensação de absurdo e de extravio que experimentam os anti-heróis de Kafka em meio a tramas e argumentos labirínticos. Em K., Roberto Calasso convida o leitor a examinar essas narrativas, quase linha a linha, em busca dos princípios que ordenam seu conjunto. K. representa a seqüência do estudo sobre a natureza e o lugar do mito na Antiguidade e na era moderna que Calasso iniciara em As núpcias de Cadmo e Harmonia e Ka. O método é o mesmo. Nos dois primeiros livros, o autor conduzia os leitores pelos meandros desconcertantes de dois grandes corpos mitológicos, transpondo a barreira lingüística do grego e do sânscrito. Agora, aplica-se a um objeto mais próximo e supostamente familiar, mas não menos desconcertante: as narrativas, cartas e diários de Franz Kafka, examinadas, citadas e comparadas com ânimo de detetive. À primeira vista, a diferença não poderia ser maior: de um lado, a proliferação de divindades, cenários e versões; de outro, um universo urbano de elementos escassos e histórias que parecem não admitir nem progresso nem desenlace. Mas Calasso demonstra que Kafka, como nenhum outro, intuiu a configuração de poderes e potências que governam o destino do indivíduo moderno - e assim criou a mitologia mais perspicaz e cortante dos nossos tempos.

Ficha técnica

Título Original
K.
Selo
Companhia das Letras
Lançamento
22/11/2006
ISBN
978-85-359-0910-4
Acabamento
Livro brochura
Páginas
296
Formato
21x14 cm
Peso
373 g
Tradução
Titan Jr., Samuel