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Cia das Letras

Frango com ameixas

Tradução: Paulo Werneck

Se em Persépolis Marjane Satrapi empreendeu um relato autobiográfico, em Frango com ameixas não é sua própria vida que está em foco, mas a de seu tio. Artista como ela, Nasser Ali começa a narrativa com uma tragédia pessoal: durante uma briga, sua mulher destruiu o antigo e precioso tar (um instrumento de cordas da tradição persa) que o celebrizara como um dos maiores músicos do país.

Se em Persépolis Marjane Satrapi empreendeu um relato autobiográfico, em Frango com ameixas não é sua própria vida que está em foco, mas a de seu tio. Artista como ela, Nasser Ali começa a narrativa com uma tragédia pessoal: durante uma briga, sua mulher destruiu o antigo e precioso tar (um instrumento de cordas da tradição persa) que o celebrizara como um dos maiores músicos do país. Nasser Ali sai em busca de um novo instrumento, mas parece impossível encontrar um que tenha o som tão perfeito como o que ele herdara na juventude, durante seus anos de formação. A procura pelo tar o leva a conflitos com a família, com os amigos e com sua própria identidade de artista - é como se ela tivesse se rompido junto com o instrumento. Começam a vir à tona, então, as escolhas que ele poderia ter feito e as conseqüências das escolhas que fez, como a de se casar com a mulher que viria a destruir o seu maior bem. A narrativa traz as grandes marcas que fizeram a fama de Persépolis correr mundo: a combinação da simplicidade dos desenhos com uma notável capacidade para contar histórias, em que um humor peculiar, o misticismo persa, as complicadas relações com a cultura ocidental e a singularidade da família de Marjane. O que pode parecer uma história bastante específica se mostra universal. Sobreposta à biografia de Marjane - uma artista que só encontrou seu meio de expressão ao enfrentar os conflitos políticos e culturais de seu país -, a história pode ser lida como um belo manifesto pela liberdade de criação artística e pela arte como sinônimo máximo da individualidade. O tom predominante, marcadamente triste, não impede que o humor se infiltre, o que nos dá prova de que Marjane Satrapi está entre as grandes contadoras de histórias dos nossos dias.

Sinopse

Se em Persépolis Marjane Satrapi empreendeu um relato autobiográfico, em Frango com ameixas não é sua própria vida que está em foco, mas a de seu tio. Artista como ela, Nasser Ali começa a narrativa com uma tragédia pessoal: durante uma briga, sua mulher destruiu o antigo e precioso tar (um instrumento de cordas da tradição persa) que o celebrizara como um dos maiores músicos do país. Nasser Ali sai em busca de um novo instrumento, mas parece impossível encontrar um que tenha o som tão perfeito como o que ele herdara na juventude, durante seus anos de formação. A procura pelo tar o leva a conflitos com a família, com os amigos e com sua própria identidade de artista - é como se ela tivesse se rompido junto com o instrumento. Começam a vir à tona, então, as escolhas que ele poderia ter feito e as conseqüências das escolhas que fez, como a de se casar com a mulher que viria a destruir o seu maior bem. A narrativa traz as grandes marcas que fizeram a fama de Persépolis correr mundo: a combinação da simplicidade dos desenhos com uma notável capacidade para contar histórias, em que um humor peculiar, o misticismo persa, as complicadas relações com a cultura ocidental e a singularidade da família de Marjane. O que pode parecer uma história bastante específica se mostra universal. Sobreposta à biografia de Marjane - uma artista que só encontrou seu meio de expressão ao enfrentar os conflitos políticos e culturais de seu país -, a história pode ser lida como um belo manifesto pela liberdade de criação artística e pela arte como sinônimo máximo da individualidade. O tom predominante, marcadamente triste, não impede que o humor se infiltre, o que nos dá prova de que Marjane Satrapi está entre as grandes contadoras de histórias dos nossos dias.

Ficha técnica

Título Original
Poulet aux prunes
Selo
Quadrinhos na Cia
Lançamento
16/05/2008
ISBN
978-85-359-1217-3
Acabamento
Livro brochura
Páginas
88
Formato
25x17 cm
Peso
221 g
Tradução
Paulo Werneck