Tradução: Paulo Schiller
A conhecida habilidade de Sándor Márai em misturar as diferentes vozes da narrativa num discurso polifônico e envolvente encontra uma delicada realização neste pequeno romance, que embora escrito em terceira pessoa incorpora as falas e pensamentos de toda uma cidade sitiada. Erzsébet se esconde das bombas, tiros e morteiros que assolam a capital da Hungria nos últimos dias da ocupação nazista ao mesmo tempo em que cuida obsessivamente da segurança do pai.
