Tradução: Berilo Vargas
Não só o melhor de Stuart Schwartz está em Burocracia e sociedade - o texto claro, colorido e elegante; a capacidade de síntese; a habilidade em lidar com o material empírico de dezenas de arquivos espalhados por Europa e Brasil -, como também muitos dos caminhos que a historiografia luso-brasileira só passaria a trilhar a partir do final do século XX. Quando o estudo da justiça ainda não entrara na moda, Schwartz mostrou que “a organização judicial se tornara o plano estrutural do Império”, propiciando que a Coroa estendesse seu braço comprido sobre as conquistas ultramarinas e se valesse, para tal, da magistratura régia, que estava no ápice da estrutura administrativa da colônia.
