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Cia das Letras

Todos os nossos ontens

Tradução: Maria Betânia Amoroso

Publicado em 1952 e ambientado nos anos do fascismo na Itália, este comovente romance transita entre as miudezas do cotidiano e os grandes eventos que mudam os rumos da História.

Publicado em 1952 e ambientado nos anos do fascismo na Itália, este comovente romance transita entre as miudezas do cotidiano e os grandes eventos que mudam os rumos da História.

Precursor de romances como Léxico familiar e Caro Michele, Todos os nossos ontens se inicia com uma casa, uma rotina, uma família. O tempo passa, o ritmo cotidiano é rompido por mortes, encontros, casamentos, gestações. A cada ruptura, surgem novas rotinas, e então a voz em terceira pessoa se mistura ao olhar de Anna, a caçula, que se surpreende com o modo do hoje virar ontem; parece que uma eternidade separa a vida de antes e a nova que surge.
Não são apenas os nascimentos e as mortes que mudam a percepção do tempo. Até certo ponto, parecia que o fascismo não acabaria nunca, e então começa a se ouvir no rádio sobre a invasão da Polônia, e sobre a linha Maginot, que parecia intransponível. Mas os nazistas a ultrapassam, e num relance a guerra vira parte da vida. Se a destruição faz com que as rotinas durem sempre menos, algum resto de resiliência, inadvertidamente, consegue as reerguer, ainda que cambaleantes. Todos os nossos ontens pertence ao período da luta antifascista, à literatura da Resistência durante a Segunda Guerra Mundial. É um romance notável sobre uma família, sobre a memória. Relações entrecruzadas, políticas e amorosas dão os contornos de mais esta obra magnífica de uma das maiores escritoras italianas de todos os tempos.

“Se existe uma escritora fiel a si mesma, de uma maneira que chega a ser extrema, esta é Natalia.” — Italo Calvino

Sinopse

Publicado em 1952 e ambientado nos anos do fascismo na Itália, este comovente romance transita entre as miudezas do cotidiano e os grandes eventos que mudam os rumos da História.

Precursor de romances como Léxico familiar e Caro Michele, Todos os nossos ontens se inicia com uma casa, uma rotina, uma família. O tempo passa, o ritmo cotidiano é rompido por mortes, encontros, casamentos, gestações. A cada ruptura, surgem novas rotinas, e então a voz em terceira pessoa se mistura ao olhar de Anna, a caçula, que se surpreende com o modo do hoje virar ontem; parece que uma eternidade separa a vida de antes e a nova que surge.
Não são apenas os nascimentos e as mortes que mudam a percepção do tempo. Até certo ponto, parecia que o fascismo não acabaria nunca, e então começa a se ouvir no rádio sobre a invasão da Polônia, e sobre a linha Maginot, que parecia intransponível. Mas os nazistas a ultrapassam, e num relance a guerra vira parte da vida. Se a destruição faz com que as rotinas durem sempre menos, algum resto de resiliência, inadvertidamente, consegue as reerguer, ainda que cambaleantes. Todos os nossos ontens pertence ao período da luta antifascista, à literatura da Resistência durante a Segunda Guerra Mundial. É um romance notável sobre uma família, sobre a memória. Relações entrecruzadas, políticas e amorosas dão os contornos de mais esta obra magnífica de uma das maiores escritoras italianas de todos os tempos.

“Se existe uma escritora fiel a si mesma, de uma maneira que chega a ser extrema, esta é Natalia.” — Italo Calvino

Ficha técnica

Título Original
Tutti I Nostri Ieri
Selo
Companhia das Letras
Lançamento
02/08/2023
ISBN
978-85-359-3455-7
Acabamento
Livro brochura
Páginas
328
Formato
21x14 cm
Peso
403 g
Tradução
Maria Betânia Amoroso
Capa
Raul Loureiro