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Cia das Letras

Um homem bom

Um romance sobre uma ferida que não cicatriza: ter sobrevivido à tortura, à história e a si mesmo. Uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.

Um romance sobre uma ferida que não cicatriza: ter sobrevivido à tortura, à história e a si mesmo. Uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.

Nós não sabemos o nome do personagem e narrador deste romance. Porém, desde o primeiro parágrafo, sabemos que se trata de uma daquelas pessoas que trazem sob a pele a marca irremovível de ser uma vítima das crueldades do século XX. Sobrevivente involuntário, arrebentado e desorientado, ainda lidando com os efeitos da tortura e dos ensaios de sua execução pela ditadura brasileira, ele vasculha sua pouco confiável memória, seus esquecimentos, escavando as ruínas da história e de sua família. O narrador procura algo — só não sabe o quê — que o mantenha vivo, que o faça não desistir. Diante do mal, ele tenta dizer o indizível, evocar o que não tem nome.

Em seu segundo romance, Waldomiro J. Silva Filho constrói uma narrativa de densidade emocional e fluidez poética únicas, em que presente, passado e um passado ainda mais distante se entrelaçam no mesmo parágrafo. Ameaçado por uma espécie crônica e fatal de afasia, o narrador de Um homem bom vai reunindo palavras, frases e histórias que aparecem em discos e livros de autores como Belchior, Gilberto Gil, Atahualpa, Nabokov, Jean Améry, Primo Levi e W. G. Sebald, e assim, enquanto escreve, segue adiante como pode.

Sinopse

Um romance sobre uma ferida que não cicatriza: ter sobrevivido à tortura, à história e a si mesmo. Uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.

Nós não sabemos o nome do personagem e narrador deste romance. Porém, desde o primeiro parágrafo, sabemos que se trata de uma daquelas pessoas que trazem sob a pele a marca irremovível de ser uma vítima das crueldades do século XX. Sobrevivente involuntário, arrebentado e desorientado, ainda lidando com os efeitos da tortura e dos ensaios de sua execução pela ditadura brasileira, ele vasculha sua pouco confiável memória, seus esquecimentos, escavando as ruínas da história e de sua família. O narrador procura algo — só não sabe o quê — que o mantenha vivo, que o faça não desistir. Diante do mal, ele tenta dizer o indizível, evocar o que não tem nome.

Em seu segundo romance, Waldomiro J. Silva Filho constrói uma narrativa de densidade emocional e fluidez poética únicas, em que presente, passado e um passado ainda mais distante se entrelaçam no mesmo parágrafo. Ameaçado por uma espécie crônica e fatal de afasia, o narrador de Um homem bom vai reunindo palavras, frases e histórias que aparecem em discos e livros de autores como Belchior, Gilberto Gil, Atahualpa, Nabokov, Jean Améry, Primo Levi e W. G. Sebald, e assim, enquanto escreve, segue adiante como pode.

Ficha técnica

Selo
Companhia das Letras
Lançamento
14/07/2026
ISBN
978-85-359-4440-2
Acabamento
Livro brochura
Páginas
160
Formato
21x14 cm
Peso
234 g
Capa
Alceu Chiesorin Nunes