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Cia das Letras

Já podeis da pátria filhos

Em Já podeis da pátria filhos, Ubaldo subverte a gramática tradicional para falar de pescadores exagerados, festas de debutantes, turistas assanhadas, meninos brincando de médico, políticos corruptos e amantes do futebol que não descartam uma ou outra safadeza para vencer uma partida. São relatos em que o autor conta casos da ilha de Itaparica e sua gente.

Em Já podeis da pátria filhos, Ubaldo subverte a gramática tradicional para falar de pescadores exagerados, festas de debutantes, turistas assanhadas, meninos brincando de médico, políticos corruptos e amantes do futebol que não descartam uma ou outra safadeza para vencer uma partida. São relatos em que o autor conta casos da ilha de Itaparica e sua gente. São histórias cômicas, fantasiosas e por vezes líricas, de um observador dos modos e costumes do povo brasileiro. No conto que abre o volume, Alandelão, um touro reprodutor francês, que 'vivia todo ventilado e cheio de nove-horas', é levado ao ar livre por peões ansiosos pelo momento em que ele vai deixar a vida de inseminações artificiais de lado para se entreter com uma vaca no pasto. Em O santo que não acreditava em Deus, um pescador se encontra com o Criador. No texto que dá título ao livro, Ubaldo narra uma pelada de futebol entre locais e estrangeiros. E, em Era um dia diferente quando se matava porco, um menino acompanha o pai no sacrifício de uma porca e procura se manter firme, apesar da violência e do sangue.