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Cia das Letras

O que Lacan dizia das mulheres

Com um olhar penetrante, Colette Soler mistura teoria com especialidade clínica. Ela explica de forma sedutora o que Lacan pensou sobre a controversa questão de diferença sexual.

Com um olhar penetrante, Colette Soler mistura teoria com especialidade clínica. Ela explica de forma sedutora o que Lacan pensou sobre a controversa questão de diferença sexual. Com o cuidado que esse tópico merece, a autora discorre sobre questões como a concepção de mulher e a relação com o masoquismo, a ligação entre feminilidade e histeria e entre amor e morte, e a relação sexual impossível de que Lacan fala. Além dos conceitos comuns lacanianos, O que Lacan dizia das mulheres também explora o papel da mãe no inconsciente, a compreensão lacaniana de depressão e a razão por que os depressivos não se sentem amados. Não é preciso ser feminista para perceber os preconceitos de Freud, muito característicos do fim do século XIX. Os debates pós-freudianos da primeira metade do século XX, inspirados numa preocupação totalmente inversa com a equidade, não fizeram a questão avançar. Foi preciso chegar à segunda metade do século e a Jacques Lacan para que algo novo se fizesse ouvir. A subversão sexual já estava em curso na civilização, e era impossível ignorar, neste começo de século XXI, o que por pouco a psicanálise deixou escapar. "Colaboradora próxima de Lacan, Colette Soler é uma psicanalista conhecida no Brasil (onde vem regularmente há vinte anos) por sua transmissão clara e precisa da psicanálise, tanto em suas palestras quanto em seus textos. Em O que Lacan dizia das mulheres – livro que recebeu o prêmio Psyché 2002, concedido pela Association Française d'Etudes et Recherches Psychiatriques –, a autora aborda a posição feminina a partir da teoria de Lacan, que vai além da abordagem falocentrista e edipiana de Freud e propõe que as mulheres têm acesso a um outro gozo por não estarem totalmente absorvidas na lógica fálica e patriarcal." Antonio Quinet

Sinopse

Com um olhar penetrante, Colette Soler mistura teoria com especialidade clínica. Ela explica de forma sedutora o que Lacan pensou sobre a controversa questão de diferença sexual. Com o cuidado que esse tópico merece, a autora discorre sobre questões como a concepção de mulher e a relação com o masoquismo, a ligação entre feminilidade e histeria e entre amor e morte, e a relação sexual impossível de que Lacan fala. Além dos conceitos comuns lacanianos, O que Lacan dizia das mulheres também explora o papel da mãe no inconsciente, a compreensão lacaniana de depressão e a razão por que os depressivos não se sentem amados. Não é preciso ser feminista para perceber os preconceitos de Freud, muito característicos do fim do século XIX. Os debates pós-freudianos da primeira metade do século XX, inspirados numa preocupação totalmente inversa com a equidade, não fizeram a questão avançar. Foi preciso chegar à segunda metade do século e a Jacques Lacan para que algo novo se fizesse ouvir. A subversão sexual já estava em curso na civilização, e era impossível ignorar, neste começo de século XXI, o que por pouco a psicanálise deixou escapar. "Colaboradora próxima de Lacan, Colette Soler é uma psicanalista conhecida no Brasil (onde vem regularmente há vinte anos) por sua transmissão clara e precisa da psicanálise, tanto em suas palestras quanto em seus textos. Em O que Lacan dizia das mulheres – livro que recebeu o prêmio Psyché 2002, concedido pela Association Française d'Etudes et Recherches Psychiatriques –, a autora aborda a posição feminina a partir da teoria de Lacan, que vai além da abordagem falocentrista e edipiana de Freud e propõe que as mulheres têm acesso a um outro gozo por não estarem totalmente absorvidas na lógica fálica e patriarcal." Antonio Quinet

Ficha técnica

Selo
Zahar
Lançamento
10/11/2005
ISBN
978-85-7110-888-2
Acabamento
Livro brochura
Páginas
248
Formato
23x16 cm
Peso
372 g