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Cia das Letras

A orelha de Van Gogh

Moacyr Scliar pode ser lido em doze idiomas, proeza em si espantosa para um autor brasileiro distante do pitoresco tropical, da saga político-social e das fórmulas consagradas do "realismo mágico" clássico. A orelha de Van Gogh ganhou o prêmio Casa de Las Américas, talvez o mais importante no âmbito da América hispano-portuguesa.

Moacyr Scliar pode ser lido em doze idiomas, proeza em si espantosa para um autor brasileiro distante do pitoresco tropical, da saga político-social e das fórmulas consagradas do "realismo mágico" clássico. A orelha de Van Gogh ganhou o prêmio Casa de Las Américas, talvez o mais importante no âmbito da América hispano-portuguesa.Os contos de A orelha de Van Gogh espantam pela simplicidade formal, vizinha da parábola bíblica e do fabulário judaico, só que acrescida de um humor sutil e algo melancólico, do tipo que faz rir à mente a partir da construção de paradoxos muitas vezes cruéis. Tal é o caso, por exemplo, do conto que dá nome ao livro, modelo deconcisão e ironia, onde uma situação humana quase trágica, tensionada por um detalhe mórbido, produz uma verdadeira "bofetada metafísica" no leitor, para usar expressão muito cara a Julio Cortázar."Os leitores estão convocados a descobrir os prazeres da obra deste mestre brasileiro."New York Times

Sinopse

Moacyr Scliar pode ser lido em doze idiomas, proeza em si espantosa para um autor brasileiro distante do pitoresco tropical, da saga político-social e das fórmulas consagradas do "realismo mágico" clássico. A orelha de Van Gogh ganhou o prêmio Casa de Las Américas, talvez o mais importante no âmbito da América hispano-portuguesa.Os contos de A orelha de Van Gogh espantam pela simplicidade formal, vizinha da parábola bíblica e do fabulário judaico, só que acrescida de um humor sutil e algo melancólico, do tipo que faz rir à mente a partir da construção de paradoxos muitas vezes cruéis. Tal é o caso, por exemplo, do conto que dá nome ao livro, modelo deconcisão e ironia, onde uma situação humana quase trágica, tensionada por um detalhe mórbido, produz uma verdadeira "bofetada metafísica" no leitor, para usar expressão muito cara a Julio Cortázar."Os leitores estão convocados a descobrir os prazeres da obra deste mestre brasileiro."New York Times

Ficha técnica

Título Original
A orelha de Van Gogh
Selo
Companhia das Letras
Lançamento
16/06/1989
ISBN
978-85-7164-048-1
Acabamento
Livro brochura
Páginas
168
Formato
21x14 cm
Peso
203 g