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Cia das Letras

As coisas do alto

Este livro é uma espécie de nova antologia dos poemas publicados por Vinicius de Moraes em seus primeiros catorze anos de exercício poético. A organização despreza a lógica linear do tempo para buscar nos versos uma outra lógica: a do nascimento.

Este livro é uma espécie de nova antologia dos poemas publicados por Vinicius de Moraes em seus primeiros catorze anos de exercício poético. A organização despreza a lógica linear do tempo para buscar nos versos uma outra lógica: a do nascimento.Poetas de sangue quente como Vinicius nascem de longas batalhas, idas e vindas, avanços e recuos, trajeto difícil de uma descida corajosa rumo a si mesmo. Mas, ao final, existe um único Vinicius de Moraes: contraditório e inquieto, sempre insatisfeito consigo mesmo, cujo nascimento este livro, amparado unicamente na força dos próprios versos, pretende retraçar."Alma que sofres pavorosamenteA dor de seres privilegiadaAbandona o teu pranto, sê contenteAntes que o horror da solidão te invada.Deixa que a vida te possua ardenteÓ alma supremamente desgraçada.Abandona, águia, a inóspita moradaVem rastejar no chão como a serpente.De que te vale o espaço se te cansa? Quanto mais sobes mais o espaço avança...Desce ao chão, águia audaz, que a noite é fria.Volta, ó alma, ao lugar de onde partisteO mundo é bom, o espaço é muito triste...Talvez tu possas ser feliz um dia."Prêmio Jabuti 1992 de Melhor Produção Editorial de Obra em Coleção

Sinopse

Este livro é uma espécie de nova antologia dos poemas publicados por Vinicius de Moraes em seus primeiros catorze anos de exercício poético. A organização despreza a lógica linear do tempo para buscar nos versos uma outra lógica: a do nascimento.Poetas de sangue quente como Vinicius nascem de longas batalhas, idas e vindas, avanços e recuos, trajeto difícil de uma descida corajosa rumo a si mesmo. Mas, ao final, existe um único Vinicius de Moraes: contraditório e inquieto, sempre insatisfeito consigo mesmo, cujo nascimento este livro, amparado unicamente na força dos próprios versos, pretende retraçar."Alma que sofres pavorosamenteA dor de seres privilegiadaAbandona o teu pranto, sê contenteAntes que o horror da solidão te invada.Deixa que a vida te possua ardenteÓ alma supremamente desgraçada.Abandona, águia, a inóspita moradaVem rastejar no chão como a serpente.De que te vale o espaço se te cansa? Quanto mais sobes mais o espaço avança...Desce ao chão, águia audaz, que a noite é fria.Volta, ó alma, ao lugar de onde partisteO mundo é bom, o espaço é muito triste...Talvez tu possas ser feliz um dia."Prêmio Jabuti 1992 de Melhor Produção Editorial de Obra em Coleção

Ficha técnica

Título Original
As coisas do alto
Selo
Companhia das Letras
Lançamento
07/06/1993
ISBN
978-85-7164-315-4
Acabamento
Livro brochura
Páginas
152
Formato
21x13 cm
Peso
186 g