“Minha situação era óssea, era da ordem das estruturas, sem carne, sem glacê. Eu cabia dentro de um corpo de treze anos de idade e todos os meus bens materiais cabiam, agora, numa mala pesando vinte quilos”, escreve Adriana Lisboa, em Azul Corvo, romance magistral, selecionado pelo jornal inglês The Independent como um dos melhores livros de 2013.
