O professor de história Tertuliano Máximo Afonso descobre, certo dia, que é um homem duplicado. Ao assistir a um vídeo, ele se reconhece em outro corpo, idêntico ao dele próprio: um dos atores do filme é seu sósia. Os desdobramentos dessa história são imprevisíveis. Mas o novo romance de José Saramago, esclareça-se logo, não tem nada a ver com clonagem ou outras experiências de laboratório. O que está em jogo é a perda de identidade numa sociedade que cultiva a individualidade e, paradoxalmente, estabelece padrões estreitos de conduta e de aparência. Os romances recentes do escritor português retratam uma época de transformações que, para boa parte da humanidade, resultam mais em perdas que em ganhos. Em Ensaio sobre a cegueira, os personagens perdem a vista, sinal de um tempo em que todos parecem estar cegos. Em A caverna, artesãos perdem o emprego, incapazes de sobreviver à sociedade de consumo. Em O homem duplicado, José Saramago constrói uma ficção extraordinária, apoiada numa questão extremamente atual e inquietante: a perda de identidade no mundo globalizado.
Opinião do leitor
Um excelente livro! De forma mágica, Saramago mostra-nos as inquietações e as angústias de um sujeito em busca de uma identidade propriamente sua.
Álefe Aprígio, São Paulo, 30/07/2011
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Estou tendo dificuldade em lê-lo porque lágrimas me assomam aos olhos tal a perfeição com que escreve Saramago.Já li quase todos e não sei dizer qual o melhor. Acordo meu marido à noite para ler este ou aquele parágrafo incrível, divino, único e inequívoco do talento do autor. Ele é a prova viva de que Deus existe pois só Ele poderia criar um gênio como Saramago. Tenho um livro autografado que está guardado num cofre, tal o apreço que tenho por ele.Saramago, você definitivamente é o melhor!
Maria do Carmo de Ávila Miranda, São Paulo, 10/07/2008
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Perfeito o livro! Muito bom mesmo, como todos os livros do Saramago são.
Tatiana Viana Fraga, Brasília, 03/07/2005
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Fantástico! O que eu tenho notado é que as personagens de Saramago têm sempre algums coisa que os pertubam. E elas vão atrás! Fantástico os diálogos e "quebra-paus" que Tertuliano Máximo Afonso tem com sua consciência. Qual será o fim dessa história?
Márcio Sno, São Paulo, 27/09/2003
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Fascinante este livro! Saramago não esconde a sua amargura pelo tratamento que recebeu em portugal, explicando porque escolheu viver fora do país e porque se recusa a fazer parte de eventos públicos..Magnífico e empolgante esta história.Parabéns!
Daiane, Tupanciretã, 20/08/2003
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E de repente você conclui que o seu reflexo saiu do espelho e agora está aí, livre, a caminhar pelas ruas da sua cidade a anunciar que você é a cópia dele. O Homem Duplicado é um livro inquietante. Só esta frase resume bem o universo saramaguiano desta obra, que em alguns momentos cansam o leitor. Quem interessar pelo tema poderá prosseguir lendo Jorge Luiz Borges (O Outro) e Edgar Allan Poe (William Wilson).
Ramon Barbosa Franco, Marília, 18/03/2003
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Ao ler O Homem Duplicado, essa que a primeira obra de Saramago que me proponho a degustar, percebi no autor como também em suas personagens uma veia extremamente existencialista. Um exemplo disso é o Tertuliano Máximo Afonso, que em meio as suas angústias, desesperos e frustrações da vida, surpreende-se com a suposta existência de um "Outro - de - si" ao mesmo tempo em que parece tentar relacionar-se com o seu próprio Eu. Logo, em meio a essa impossibilidade o mesmo se vê diante de um paradoxo originariamente filosófico. Por conseguinte, esse romance será o primeiro de muitos que irei ler, pois, o tal é fantástico!!!!
Maxwell Barboza Soares, João Pessoa, 24/01/2003
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O livro é excepcional!!! Na edição que li (Companhia das Lestras), parece-me que há um erro na página 304, sexta linha, em que é citada a senhora "Carolina Claro", quando deveria ser "Carolina Máximo". Estou enganado???
Wolney Martins, Brasilia, 20/01/2003
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mais uma vez a verdade nos é jogada de forma genial. perdemos o mais básico,poder nos identificarmos entre todos. a construção de um único ser, um único desejo, vontades intrísecas à aquilo que nos é posto, seres facilmente controláveis . saramago mais uma vez tenta.
Michel Perez, 04/01/2003
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Quando uma sociedade perde sua capacidade criativa de se reinventar o caos que se sucede será indecifrável. Saramago vem nos mostrar, de forma virulenta, o perigo inserido nas sociedades de massas.
Reinaldo Melo, Ribeirão Pires, 24/11/2002
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Quando falamos de José Saramago dispensamos comentários. Certamente este livro é um clássico, e não medi esforços em lê-lo