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EUCLIDES DA CUNHA - ESBOÇO BIOGRÁFICO
#EUCLIDESDACUNHA-ESBOCOBIOGRAFICO
A biografia que Roberto Ventura preparava havia dez anos, interrompida com a morte do autor num acidente automobilístico. Organizado a partir dos arquivos de Ventura, o livro aponta para uma correspondência de destino entre Euclides da Cunha e Antônio Conselheiro. Inclui cronologia, bibliografia sobre o autor de Os sertões e caderno iconográfico.
Apresentação
Roberto Ventura estava a ponto de terminar sua pesquisa sobre Euclides da Cunha quando um acidente automobilístico abreviou-lhe a vida, em 14 de agosto de 2002. Marcia Zoladz, mulher de Roberto, e o amigo Mario Cesar Carvalho localizaram no computador do autor o arquivo que armazenava os originais do trabalho em andamento, nomeado como "Euclides da Cunha - uma biografia". O texto tinha estrutura de uma biografia clássica: ia do nascimento à morte de Euclides da Cunha.
Os organizadores de Retrato interrompido da vida de Euclides da Cunha - o jornalista Mario Cesar Carvalho e o professor José Carlos Barreto de Santana - entenderam que, por seu tamanho e conteúdo, o arquivo correspondia ao esboço da biografia que o autor vinha escrevendo. Roberto Ventura pesquisava a vida de Euclides da Cunha havia mais de dez anos. Os sertões, o clássico de Euclides sobre a campanha de Canudos publicado em 1902, interessava a Ventura por seu caráter híbrido: uma obra que, para alcançar uma interpretação do Brasil, equilibrava-se entre a literatura, a história e a ciência. Euclides o fascinava por sua vida contraditória, que lembra a de um personagem romanesco, repleto de conflitos e decepções.
Roberto Ventura realizou um rigoroso levantamento documental. Para dar conta da personalidade complexa de seu biografado, entrevistou descendentes de Euclides e de seus contemporâneos, recuperou documentos, dialogou com os principais autores de ensaios sobre o autor e sobre Canudos. A curiosidade de Ventura por seu objeto era tamanha que almejava elucidar mesmo pequenas idiossincrasias de Euclides, como a de preferir ser fotografado de perfil. O biógrafo se perguntava se Euclides era vesgo ou estrábico, ou se apenas evitava ter o rosto registrado de frente por conta do tamanho desproporcional das orelhas.
O grande mérito do texto, porém, é a idéia de aproximação de destino entre Euclides e Antônio Conselheiro que Roberto Ventura vinha aprofundando. O biógrafo entendia que o Conselheiro era uma combinação de projeção psicanalítica e criação literária de Euclides.
Os paralelos entre a vida dos dois estão espalhados em vários textos de Roberto, inclusive nesta biografia interrompida. Ambos eram órfãos, tiveram uma experiência traumática com o adultério, foram construtores - Euclides de pontes e o Conselheiro de igrejas - e tiveram trajetórias marcadas pelo advento e pela consolidação da República. Para Ventura, Antônio Conselheiro seria a encarnação dos piores fantasmas do jornalista e engenheiro Euclides da Cunha, de personalidade notoriamente angustiada.
Ficha Técnica
Título original: EUCLIDES DA CUNHA - ESBOCO BIOGRAFICO
Capa: Raul Loureiro
Páginas: 384
Formato: 16.00 x 23.00 cm
Peso: 0.647 kg
Acabamento: Capa flexível
Lançamento: 30/07/2003
ISBN: 9788535904000
Selo: Companhia das Letras
Autor
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