Dia das Mães? Confira dicas das livreiras para celebrar a data
Mãe de criança pequena, de criança maior, de adolescente. Mãe que trabalha, mãe queestá sobrecarregada... tem livro para mães de todo tipo! Confira as nossas dicas
E duplamente bravo!
Pobre, Zeca. É muito difícil defender seu ponto de vista. Porque logo que ele percebe que não concordam com ele ou não entendem o que ele quer dizer, BUM! Explode.
Nesta divertida obra de Robert Starling, podemos refletir -- nós, adultos, e também nós com as crianças -- sobre sentimentos, escuta e expressão.
Lembra de Divertidamente? É mais ou menos daquela forma mesmo que nosso cérebro funciona.
Se, para nós adultos, já é difícil lidar com a raiva, imagine para uma criança pequena, que ainda está aprendendo a manejar as emoções e não sabe bem o que fazer com a intensidade do que sente.
Lembrando que as emoções são vividas e percebidas primeiro com o corpo, como sensações físicas. Quem nos conta isso é a psicóloga Daniele Rossini, do canal Bom pra Cuca.
As crianças têm o corpo ainda mais vívido do que nós, estão mais conectadas com essa dimensão delas, o que faz com que essas sensações sejam muito intensas.
Por isso, é essencial garantir e permitir que as crianças sintam a raiva. E fazemos isso em primeiro lugar não qualificando a raiva, não dizendo que é um sentimento "feio" ou que a criança "fica feia" quando está brava.
É sempre bom dizer a uma criança nesse momento que está tudo bem sentir raiva. É um sentimento assustador para os pequenos.
Nós precisamos tranquiliza-los de que é normal, é natural, vai passar.
Para isso, primeiro precisamos entender que a criança não nasce sabendo o que é socialmente aceito ou não. O controle para corresponder a esse "acordo social" demora a se estabelecer -- mesmo em adultos!
Uma criança muito pequena, sentindo raiva ou medo, pode agredir.
Ao adulto cabe compreender que esse atitude é normal e esperada, embora deva ser contida, claro. Contida com firmeza e gentileza, jamais com julgamento ou agressividade.
Uma criança que está batendo ou a ponto de bater precisa ser impedida de continuar batendo. De modo firme, mas sem raiva. Deve ouvir do adulto algo como: "você está brava e como medo. Tudo bem. Mas a gente não bate".
É interessante oferecer a essa criança outra forma de expressão, exatamente como acontece no livro Zeca Zangado.
Funciona bem o adulto procurar colocar em palavras, no lugar da criança, o motivo da raiva. "Ah, seu colega pegou o brinquedo e você ficou brava". Isso ajuda a ordenar e nomear as coisas, essencial.
Às vezes, a criança está cansada, estressada -- muitos estímulos sem momentos de extravasar -- ou simplesmente sentindo distância emocional dos pais e cuidadores, o que é tremendamente desorganizador.
A escuta acontece com nossa observação atenta e participante, quando conhecemos a vida, a personalidade, os desafios das crianças e, desse modo, sabemos como ajudá-las.
Muitas vezes, na correria do dia a dia, nos focamos em resolver um conflito do que em ouvir o que o originou e o que as crianças envolvidas estão sentindo.
Para que as crianças sintam que há meios mais saudáveis de se expressar do que "explodindo", é preciso que, de verdade, sejam ouvidas antes de gritarem, baterem, se jogarem no chão.
Nem sempre dá, claro, especialmente em crianças muito pequenas, em que sentir-agir é muito fluido e rápido.
Mas há situações em que um beijo, um colo ou uma intervenção gentil pode evitar um descontrole emocional dos nossos pequenos.
E um bom colo conversa é sempre bem-vindo mesmo depois de uma crise de raiva, porque a criança vai aos poucos percebendo que há um espaço afetivo seguro para se expressar, que pode conter o ímpeto e tentar organizar o que sente em palavras, como a mamãe faz com ele quando ele se descontrola.
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E você? Conte para a gente como são os momentos de raivas e explosões dos pequenos aí na sua casa!
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