PNLD 2026 Educação infantil: grandes temas para trabalhar com nossos livros aprovados

15/05/2026

O PNLD, como é conhecido o Programa Nacional do Livro Didático, é a melhor forma de fazer com que obras de boa qualidade cheguem às escolas públicas e façam parte da formação de crianças e jovens. São livros que vão dar suporte ao Projeto Político Pedagógico de cada instituição, se conectando aos conhecimentos e habilidades que devem ser desenvolvidos.

E no caso do PNLD literário, estamos falando de obras que podem apresentar temas importantes para a formação dos estudantes, conectando o que acontece na escola ao que estamos vivendo como sociedade e também a temas que permeiam o crescimento e as experiências de quem está aprendendo sobre si mesmo e sobre o mundo. A escolha do PNLD literário para a a Educação Infantil está prevista para este ano. Entre as nossas obras selecionadas, apresentamos temas atuais e necessários que podem ser trabalhados na escola. Clicando nos links dos livros, você tem acesso às obras completas no site da Companhia na Educação. Confira: 

 

Emergência Climática

O termo “emergência” não é usado ao acaso. Por isso é tão necessário que ele seja abordado desde a educação infantil. A COP 2025, que aconteceu em Belém (PA), colocou ainda mais evidência a urgência de pactos coletivos que possam minimizar os danos ao planeta e garantir a sobrevivência das próximas gerações. Algumas das obras pretendem despertar a empatia no leitor, importância de agir em prol do planeta apresentando histórias que despertam. Outras apresentam esse exercício de imaginar um futuro distópico - e algumas vezes fantasioso - para abordar os efeitos dos danos ao planeta, como A marcha das baleias. Já em Talvez você consiga, emerge por meio da temática indígena a profunda relação entre a terra e a infância, na semente que a menina planta.

A marcha das baleias, de Nick Bland

Palmas para o bicho que ele merece, de Lalau e Laurabeatriz

Será que a Terra sente?, de Marc Majewski

Talvez você consiga, de Imogen Foxell e Anna Cunha

O coelho, o escuro e a lata de biscoitos, de Nicola O'Byrne

 Educação antirracista

O ensino de cultura africana e afrobrasileira se tornou obrigatório nas escolas por meio da lei 10.629, que completa 23 anos em 2026. Conhecer uma cultura é uma forma efetiva de aprender a respeitá-la. E também de conhecer outras lógicas, outras formas de pensar sobre a existência, de estabelecer relações, de olhar o que está no mundo e além. Nesse sentido, as narrativas de tradição oral são um legado importante de culturas indígenas e africanas, como a história de Kujan e os meninos sabidos. Em Neguinha, sim! a música é ferramenta para celebrar a identidade negra, exaltando os traços e a beleza desse povo. 

Kujan e os meninos sabidos, de Aílton Krenak e Rita Carelli

Aqui e aqui, de Caio Zero

O quintal das irmãs, de Waldete Tristão e Rodrigo Andrade

Os dengos da moringa de voinha, de Ana Fátima e Fernanda Rodrigues

De passinho em passinho, de Otávio Junior e Bruna Lubambo

Neguinha, sim!, de Renato Gama e Bárbara Quintino

 

 Relações familiares

Há muitos tipos de relacionamentos que fazem parte da vida das crianças e que também são explorados pela literatura, abrindo possibilidades de trabalhar diversos temas. As relações entre irmãos - que alteram intensidade e cumplicidade – aparecem em O quintal das irmãs e Eu também. E podem ser também oportunidade de tratar emoções delicadas como o ciúme, que é retratado na experiência de Minúscula. Sentimentos fortes que as crianças experimentam, como a angústia da separação, são retratadas com uma boa dose de imaginação em Quando você sai. E vale expandir o conceito de famìlia, contemplando a rede de apoio que participa do dia a dia do cuidar, construindo laços pela convivência e pelo afeto como mostram Lelê é pequenininha e Aqui e aqui.

Aqui e aqui, de Caio Zero

O quintal das irmãs, de Waldete Tristão e Rodrigo Andrade

Os dengos da moringa de voinha, de Ana Fátima e Fernanda Rodrigues

 Domingo, de Marcelo Tolentino

Eu também, Patricia Auerbach e Isabela Santos

Lelê é pequeninha, Rafaela Deiab, Tiessa Tizzi e Letícia Moreno

Minúscula, de Fran Matsumoto

Quando você sai, de Gastón Hauviller

Tá chegando?, de Aline Abreu

Quem soltou o Pum?, de Blandina Franco e José Carlos Lollo

Só mais cinco minutos, de Marta Altés

 

 Socioemocional

Quantas emoções cabem em um dia na vida de uma criança pequena? Muitas. E os livros desta lista dão conta de explorar desde as mais extasiantes, como a alegria do cão com sua bola em A alegria de um cachorro com uma bola na boca, até as mais pesarosas, como a tristeza do luto em A morte da lagarta, ou a frustração de um dia que começa todo errado em Gildo está fora do ritmo. A partir dos sentimentos, e da forma como os personagens lidam com eles, as obras podem explorar outros temas como empatia, acolhimento, amizade. 


A alegria de um cachorro com uma bola na boca, de Bruce Handy e Hyewon Yum
A morte da lagarta, de André Rodrigues, Larissa Ribeiro, Paula Desgualdo e Pedro Markun
Gildo fora do ritmo, de Silvana Rando
Minúscula, de Fran Matsumoto
O coelho, o escuro e a lata de biscoitos, de Nicola O'Byrne
Será que a Terra sente?, de Marc Majewski
Eu também, Patricia Auerbach e Isabela Santos

 

 Cotidiano/Rotina/Infâncias

A rotina é um elemento importante, especialmente durante a primeira infância. Ter um ritmo cotidiano, com horários bem estabelecidos dá previsbilidade e traz segurança. Mas mesmo as situações mais comuns podem dar margem ao inusitado. Seja por meio da imaginação, como em Domingo, seja por meio do humor, como acontece em Quem soltou o pum?, seja por meio do absurdo, como em A gangorra

 

Lelê é pequeninha, de Rafaela Deiab, Tiessa Tizzi e Letícia Moreno

Aqui e aqui, de Caio Zero

Domingo, de Marcelo Tolentino

Será que eu divido o meu sorvete?, de Mo Willens

Posso ficar no meio?, de Susanne Strasser

Quando você sai, de Gastón Hau

Tá chegando?, de Aline Abreu

A gangorra, de Joaquìn Camp

A alegria de um cachorro com uma bola na boca, de Bruce Handy e Hyewon Yum

Quem soltou o Pum?, de Blandina Franco e José Carlos Lollo

Só mais cinco minutos, de Marta Altés

 

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