Da premiada autora de A cachorra. Um romance sobre o preço da liberdade, a fragilidade das utopias íntimas e o momento em que uma mulher, encurralada, precisa decidir até onde é capaz de ir para não ser devorada pelo mundo ou por si mesma.
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"Um romance inquietante sobre o desamparo humano diante da imensidão da natureza e do abismo que pode ser a solidão." - Itamar Vieira Junior
\n"Como resumir tudo o que me fascina em Pilar Quintana? O lirismo brutal. Seu caminhar contra o esperado. Uma tensão afiadíssima, poética e nada complacente." - Sara Mesa
\n"Pulso firme e serenidade para narrar a paixão, o desejo e a loucura humanos." - Fernanda Melchor
\nRosa acredita ter encontrado, ao lado de seu companheiro Gene, um refúgio possível contra a vida opressiva da cidade: uma casa de madeira erguida com as próprias mãos, no limite entre a selva e o mar do Pacífico colombiano. Mas basta que Gene se ausente por uns dias para que esse paraíso frágil revele sua face mais inquietante.
\nSozinha, Rosa passa a experimentar a natureza não como promessa idílica, mas como ameaça. Animais, insetos e ruídos noturnos tornam-se sinais de perigo iminente. Mais perturbadores ainda são os homens que surgem ao redor: vizinhos ambíguos, presenças masculinas que oscilam entre ajuda e hostilidade, e cuja proximidade faz aflorar medos profundos, antigos, difíceis de nomear. O que é real? O que é projeção?
\nÀ medida que a noite se adensa, Rosa se vê cercada por lembranças e uma violência latente que não vem apenas da selva, mas também das relações de poder inscritas no corpo, no desejo e na solidão feminina. Com uma prosa hipnótica e de grande força sensorial, combinando atmosferas que remetem a imaginações como as de Silvina Ocampo, Samanta Schweblin e Lucrecia Martel, Pilar Quintana constrói um relato sufocante sobre medo, desejo, vulnerabilidade e sobrevivência.