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/ À vistaDetetives particulares, mafiosos italianos, bombas-relógio, contrabandistas de bebidas alcóolicas e... queijo. O mais recente romance do lendário Thomas Pynchon, conhecido por suas tramas desvairadas que iluminam trechos obscuros da história, é uma homenagem aos policiais noir e hardboiled dos anos 1930.
Daphne Airmont é a herdeira do império do queijo tocado pelo seu pai, Bruno Airmont, mais conhecido como o "Al Capone do queijo". Estamos em Milwaukee, logo após a Grande Depressão, e Daphne desapareceu com um clarinetista. A agência U-Ops é chamada em ação, e o perdido detetive particular Hicks McTaggart, que conhecera Daphne no passado, precisa localizar a maluca herdeira.
Esse é o ponto de partida em mais um romance de Thomas Pynchon que canibaliza outros gêneros literários. Conhecido como o grande mestre do pós-modernismo norte-americano, Pynchon se debruça mais uma vez sobre o romance policial, o que já fizera em Vício inerente, adaptado ao cinema por P. T. Anderson. O resultado é uma trama cheia de peripécias, à moda dos filmes dos irmãos Coen, onde tudo parece possível, inclusive submarinos austro-húngaros singrando o lago Michigan.