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/ À vistaUma espécie de Romeu e Julieta contemporâneo, A solidão de Sonia e Sunny -- livro finalista do Booker Prize 2025 -- é uma história envolvente sobre dois jovens indianos que enfrentam as muitas forças que moldam sua vida, das tradições familiares aos dilemas da era globalizada. Mais um romance sensível e emocionante da autora de O legado da perda.
Sonia é aspirante a escritora, está terminando a faculdade de literatura e escrita criativa em Vermont e namora um artista plástico inescrupuloso. Sunny é um jovem jornalista que busca trabalho nas competitivas redações de Nova York e mora em um bairro de imigrantes que horrorizaria sua mãe elitista em Nova Delhi. Vindos de famílias da classe média indiana, os dois têm a oportunidade de viver não exatamente o sonho americano, mas o sonho cultivado por sua camada social, que vê nos Estados Unidos uma chance de liberdade. Estudar no país significa fugir não apenas do conservadorismo de seu universo, como também de toda a carga de culpa e expectativa que emana de uma Índia irresolvida.
As fugas, porém, nem sempre são definitivas, e os fantasmas também sabem atravessar oceanos. Nos Estados Unidos, Sonia e Sunny se veem envoltos pela mesma solidão: a dos deslocados, hesitantes diante da tarefa da autodescoberta profissional, mas também existencial.
Quando se encontram pela primeira vez, os dois sentem uma atração imediata um pelo outro, mas ficam constrangidos ao lembrar que seus avós já haviam tentado uni-los em um casamento arranjado -- uma interferência desajeitada que acabou servindo apenas para afastá-los.
Entrelaçando a tradição do romance de formação ao ponto de vista imigrante, Kiran Desai constrói uma história que fisga o leitor não apenas pelo enredo aliciante e pela reconstrução magistral do conturbado período entre o fim dos anos 1990 e o começo do novo milênio, mas também pela complicada humanidade dos personagens, a força evocativa de suas descrições e a profundidade das reflexões sobre origens, classe, raça e, claro, amor.
"Um feito literário espetacular. Tive vontade de fazer uma pequena mala e morar para sempre neste livro." -- Ann Patchett
"Com uma escrita primorosa, de observação aguda e rica tessitura, este é um romance deslumbrante e transformador, de proporções ao mesmo tempo épicas e íntimas." -- Bernardine Evaristo