Livro acessível
Institucional

Incentivo à leitura
Clubes de Leitura

O Programa de Clubes de Leitura na editora Companhia das Letras começou em agosto de 2010. Sua inspiração inicial veio das experiências norte-americana e inglesa, com as quais tivemos contato mais estreito a partir da parceria firmada entre a Companhia das Letras e a Penguin nesse mesmo ano. Começamos com um clube de leitura dentro da própria editora, para os funcionários. A etapa seguinte ficou marcada pelas parcerias com as redes de livrarias, seguida de nosso projeto de voluntariado, o qual levou à criação de nossa biblioteca circulante.

A ideia de desenvolver clubes de leitura — muito bem-sucedida em outros contextos histórico-sociais —, aliada às pesquisas sobre hábitos leitores no Brasil, nos motivou, então, a criar um projeto de incentivo à leitura e à formação de leitores. O último relatório da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2015, mostra que o brasileiro em idade escolar lê em média 4,96 livros por ano, e a maior parte dessa leitura concentra-se nos livros didáticos. Essa média ainda acaba por decrescer com o término dos estudos formais. Além do hábito e do acesso aos livros e à leitura serem restritos, a capacidade leitora dos brasileiros também vem se mostrando pouco animadora.

É nesse sentido que acreditamos que os clubes de leitura encontram-se afinados com os ideais de democratização de conhecimento, uma vez que os debates coletivos realizados durante os encontros permitem que os leitores troquem ideias, interpretações e informações entre si. Esse espaço de socialização dos sentidos da leitura, e da interação com as interpretações dos demais, tem trazido crianças, jovens e adultos para uma experiência estética transformadora. As leituras mensais e o encontro com outros leitores acabam por estimular a reflexão sobre as práticas e experiências cotidianas, possibilitando a conquista progressiva de protagonismo e a maior autonomia dos participantes; e essas conquistas são fundamentais para uma formação cidadã.

Por meio dos clubes de leitura ocorre não só o encontro do leitor com o livro, mas o encontro desse leitor em formação com pessoas de diferentes constituições e vivências. Por outro lado, quando os grupos possuem participantes que pertencem a um contexto social similar, e suas experiências com a leitura convergem, tal prática acaba por fortalecer as relações entre as pessoas, ao mesmo tempo que, por meio do debate e do diálogo, a interpretação particular que cada um faz da leitura amplia a visão e a reflexão de todos. Sendo assim, o clube de leitura passa a ter a função de se constituir como um espaço de encontro, de reflexão, de pertencimento e de consolidação dos grupos na sustentação e no incentivo para que cada leitor possa traçar e construir seu percurso próprio nos diversos mundos que a leitura propicia, seja ele literário ou técnico, obrigatório ou voluntário.

Atualmente, o programa de clubes de leitura é uma ação integrante do Departamento de Educação do Grupo Companhia das Letras. São 67 clubes de leitura, que acontecem uma vez por mês em 21 cidades brasileiras, com uma média de 15 pessoas em cada um deles.
Responsabilidade Social
Projeto Remição da Pena pela Leitura

Em abril de 2015 teve início o projeto de remição da pena, em parceria com a Fundação "Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel" de Amparo ao Preso (Funap), órgão do estado de São Paulo que desenvolve ações de educação formal e cursos profissionalizantes dentro das unidades, bem como a reintegração do preso na sociedade. Nos primeiros doze meses (que correspondem ao primeiro ciclo), oito unidades penitenciárias no Estado de São Paulo foram beneficiadas com a iniciativa. Em 2016, a proposta foi ampliada para doze unidades prisionais. A dinâmica de trabalho desenvolve-se da seguinte maneira: em primeiro lugar, todos os participantes, com o auxílio de um mediador, discutem a obra em questão no clube de leitura de sua unidade; depois disso, e para que a remição se efetive, o juiz responsável por cada unidade deve receber um resumo do livro, especialmente escrito pelo leitor, junto com um parecer atestando a efetiva leitura da obra. Esse é um projeto subsidiado pela Companhia das Letras, que doa os livros, arca com os custos de organização, capacita os mediadores e voluntários e faz a gestão de todo o processo. A Funap se encarrega da seleção dos mediadores, da logística interna dos presídios e da escolha das unidades parceiras. Todos os mediadores são funcionários da Funap que já trabalham nas respectivas unidades.

Clique aqui e veja a Avaliação do Projeto Remição da Pena pela Leitura - 2016 (arquivo pdf)
Sobre o Grupo
Fundada em 1986 por Luiz Schwarcz e Lilia Moritz Schwarcz nos fundos da gráfica Cromocart, que pertencia ao avô de Luiz, a editora surgiu com foco original em literatura e ciências humanas, sempre atenta à qualidade do texto, das traduções, do projeto gráfico e do acabamento em todas as etapas do processo de edição. Rumo à Estação Finlândia, do americano Edmund Wilson, foi um dos quatros primeiros títulos publicados e logo se tornou um grande sucesso; no total foram 48 lançamentos no primeiro ano. Hoje são 16 selos dedicados aos mais variados segmentos.

Ao longo dos anos, a editora selou importantes parcerias, entre elas a com os irmãos Moreira Salles, que se tornaram sócios em 1989. Em 2009, foi a vez de cruzar o Atlântico e se juntar à Penguin para lançar a coleção de clássicos universais e nacionais no mercado brasileiro. Em 2011, a Penguin adquiriu 45% das ações da Companhia das Letras. (Em 2013, a Penguin se fundiu com a Random House, criando a Penguin Random House, o maior grupo editorial do mundo).

Da junção da editora paulista Companhia das Letras com a carioca Objetiva, em 2015, nasceria o Grupo Companhia das Letras, que reúne o mais expressivo acervo de escritores e poetas brasileiros — de Chico Buarque a Jorge Amado, de Ruy Castro a Roberto Pompeu de Toledo, de João Ubaldo Ribeiro a João Cabral de Melo Neto, de Carlos Drummond de Andrade a Milton Hatoum — e um catálogo estrangeiro que prima por prêmios Nobel e pesos-pesados da literatura: Amós Oz, Fernando Pessoa, Haruki Murakami, Italo Calvino, J. M. Coetzee, Jorge Luis Borges, Mario Vargas Llosa, Oliver Sacks, Orhan Pamuk, Philip Roth e Salman Rushdie. Sem falar do grande time de autores de não-ficção, como Andrew Solomon, Daniel Goleman, Gay Talese, Simon Montefiore, Thomas L. Friedman, Walter Isaacson, Tony Judt, entre outros.

Querido por leitores de variadas idades, perfis e formações, o Grupo Companhia das Letras chega a 2016 como líder de mercado, segundo a Nielsen, congregando 1,5 milhão de seguidores via redessociais, com alcance mensal de 10 milhões de usuários pelas diversas plataformas digitais em que atua. A editora apostou desde o início no livro digital e hoje já tem mais de dois mil títulos convertidos em e-book.

O Grupo Companhia das Letras inaugurou um moderno depósito de seis mil metros quadrados em 2015, em Guarulhos (SP), e distribui seus livros em todo o território nacional, de forma rápida e eficiente. Possui também representantes de vendas nas principais regiões do país.

Seus 250 funcionários trabalham divididos em dez departamentos a fim de garantir o lançamento de cerca de 30 novos títulos por mês, sem perder de vista a ênfase na imaginação, na qualidade e na experiência de leitura que marcam cada um de seus livros.

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