Companhia das Letras comemora 40 anos
Conheça as ações que celebram os 40 anos da Companhia das Letras
>>Neste sábado, 8/12, o trio estará na livraria Lugar de ler, a partir das 10h, em Santo Amaro, lançando o livro. A livraria fica na rua Capitão Otávio Machado, 259.
Com muito bom humor, diversas tiradas cômicas e muitas formas de se contar uma história, a obra explora bem os diferentes textos e suportes e, além disso, uma característica da leitura dos nossos tempos, em que, acostumados com os fragmentos que se publicam nas redes sociais, concluímos o todo pela soma das partes.
Ao final da obra, há um índice catalogando os gêneros textuais que construíram a narrativa cheia de aventura, humor e mistério.
Joaquim, o protagonista, é um pré-adolescente típico: com aquele mau-humor que esconde a o desconforto por estar crescendo. Identificação instantânea. Os desafios do crescimento e como as crianças reagem a ele é também tema da obra.
Patricia é autora premiada -foi duas vezes finalista do Jabuti- e ilustrou e escreveu, pela Brinque-Book e Escarlate, títulos como Patacoada, recém-selecionado pela FNLIJ para o Acervo Básico, a série O jornal, O lenço e A garrafa.
Já o casal Blandina e Lollo estreiam no Grupo Brinque-Book com essa obra. São autores de obras premiadas como A raiva (Pequena Zahar) e o divertido Quem soltou o pum? (Companhia das Letrinhas).
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"A queda dos Moais" / Blandina Franco e Patricia Auerbach (texto) e José Carlos Lollo (ilustrações)[/caption]
>>Leia mais sobre eles e A queda dos Moais neste delicioso Papo Brinque-Book
>>Patrica já brincou com a gente no Brinque-Book Brinca.
>>Aqui e aqui resenhas de obras da autora: A garrafa e Já sei ler, respectivamente.
Em casa ou na sala de aula
A queda dos Moais dá pano para a manga de boas conversas. A característica de Joaquim como um pré-adolescente entediado e que começa a achar chatas as viagens em família pode ser uma delas. Voltado para a faixa-etária de 8 a 12 anos, o leitor certamente vai se identificar com o menino. Qual foi a viagem mais sem noção que a família do leitor fez?
No livro, há um grupo de pais com ideias, digamos, estranhas de viagem. Chama-se PasNo, dos Pais Sem Noção que levam os filhos para a Ilha de Páscoa ou para uma longa estadia em cidadezinhas visitando Igrejas Barrocas. O que seriam viagens dignas de estar num clube como o PasNo?
Onde fica a Ilha de Páscoa? E como viviam os Rapa Nui? O que os Moais podem ser? As crianças acreditam que possam ter sido feitos por ETs? E os pais? Acreditam?
No tema gêneros textuais, é possível brincar de identificá-los e, ao mesmo tempo, ajudar as crianças a refletirem no formato ágil de narrativa sem narrador. O que acharam de acompanhar uma história todinha co-criando os fatos ao ler diversos tipos de linguagem sem um "resumo", uma "amarração"?
E o que será que aconteceu com os Moais? Se você fosse Joaquim, para onde viajaria feliz?
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