Dia das Mães? Confira dicas das livreiras para celebrar a data
Mãe de criança pequena, de criança maior, de adolescente. Mãe que trabalha, mãe queestá sobrecarregada... tem livro para mães de todo tipo! Confira as nossas dicas
“Sociedade sustentável: aquela que satisfaz suas necessidades sem colocar em perigo as perspectivas das gerações futuras.” A definição, cunhada por Lester Brown, pensador ambiental da década de 80, é utilizada ainda hoje quando pensamos no tema, que chega a todas as esferas do nosso cotidiano. Não é diferente na educação: como transmitir esses valores às crianças é o que muitos educadores têm refletido Brasil afora.

Ilustração Marcelo Tolentino
Faz coro com esse pensamento a educadora Mariana Breim, diretora do Instituto Toca, espaço educativo localizado em uma fazenda de produção de alimentos em sistemas agroecológicos. Ali, tudo é realizado de modo a pensar o sustentável: as plantações imitam a floresta, com a regeneração do solo. A iniciativa traz essa abordagem às crianças na Escola Municipal Professora Dulce de Faria Martins Migliori, no projeto Escola Dulce. A abordagem do tema é feita por três eixos principais: a valorização da cultura da infância, o desenvolvimento do ser integral e a alfabetização ecológica, esta última desenvolvida por Fritjof Capra e David Orr também nos idos dos 80.
De acordo com a educadora, a alfabetização ecológica está relacionada a “planejar uma comunidade de tal maneira que suas atividades (modos de vida, negócios, economia, estruturas físicas e tecnologias) não interfiram na capacidade inerente da natureza para sustentar a vida”. Qualquer excesso colocaria em risco a sobrevivência das gerações futuras. Para que essa prática obtenha sucesso, entretanto, é preciso conhecer de perto o funcionamento da natureza, seus ecossistemas, a teia da vida.
Não há uma fórmula definida para colocar tudo isso em prática. O que sabemos é que, para garantir a vida, não basta mais a ideia de “sustentar no tempo”, criada na década de 80. Temos de recuperar a biodiversidade que já foi perdida, gerar impacto positivo. Como sugestão, Mariana defende que as escolas devem parar de tratar temas como lixo, água e energia como tópicos separados. A sustentabilidade deve ser pensada de forma sistêmica, com relações e conexões entre si. “Considerando que não menos do que nossas vidas é o que está em jogo a longo prazo, o que poderia, em ordem de prioridade, ocupar maior lugar de interesse entre educadores do que a alfabetização ecológica de seus alunos?”, questiona.
Pensar e viver dessa forma não impacta positivamente apenas o meio ambiente – é também benéfico para a criança envolvida. Em uma sociedade em que muitas realidades são de infâncias em confinamento, apartadas dos espaços verdes e áreas abertas, há a possibilidade de reencontro com a sua natureza interior. Segundo a diretora do Instituto Toca, a criança “estreita seu vínculo afetivo com os sistemas naturais, reconecta-se espiritualmente e equilibra suas emoções, aprende ciência, desenvolve habilidades motoras, entende a importância do alimento como rito, como reconexão, como nutrição do corpo e da alma, só para citar algumas das conexões possíveis”, o que os educadores chamam de desenvolvimento integral.
Uma educação sustentável ainda vai além: contrapõe uma cultura materialista, em que predomina o consumo, o imediatismo, o descarte dos objetos. Diria Capra: “A questão não é ser eficiente, mas ser sustentável. O que conta é a qualidade, não a quantidade.” A necessidade é de criar uma nova lógica que contrarie a ideia de que retorno financeiro equivale ao sucesso.
E como isso deveria ser aplicado nas escolas? Não há uma solução, há caminhos: a inspiração em sistemas naturais leva muitos projetos, inclusive o próprio Toca, a transformar a escola em uma comunidade sustentável. O instituto inspirou-se nas pesquisas do Centro de Alfabetização Ecológica em Berkeley, na Califórnia, e em princípios como a permacultura, a antroposofia, a abordagem pedagógica de Reggio Emilia, a cultura popular. Pretende servir de inspiração para muitos outros. A grande referência, entretanto, é muito mais grandiosa: “para além dessas referências teóricas, nossa maior mestra é mesmo a Natureza, sendo sua observação sistemática e cuidadosa nossa grande e principal fonte de inspiração”, finaliza Breim.
Mãe de criança pequena, de criança maior, de adolescente. Mãe que trabalha, mãe queestá sobrecarregada... tem livro para mães de todo tipo! Confira as nossas dicas
Com o tema 'Educação literária: reflexões sobre escola e sociedade', a edição deste ano contemplou as pautas dos educadores com 7 debates fundamentais para celebrar a relação entre livro e escola na sociedade de hoje
A autora conversou com o Blog Letrinhas sobre os contos acumulativos que viraram sua assinatura, seus últimos lançamentos e sua passagem pelo Brasil