Dia das Mães? Confira dicas das livreiras para celebrar a data
Mãe de criança pequena, de criança maior, de adolescente. Mãe que trabalha, mãe queestá sobrecarregada... tem livro para mães de todo tipo! Confira as nossas dicas
*Nos livros ilustrados, ilustração e texto contam a história, complementando-se e estabelecendo um diálogo. Às vezes, o texto conta uma coisa e a ilustra mostra outra, ampliando o sentido ou mesmo criando um ruído engraçado e divertido. Para ler um livro ilustrado, é preciso ler também suas imagens.
Pois bem. Tudo ia às mil maravilhas nesse reino, não fosse por um detalhe: no fundo do quintal, havia um pé de feijão; no topo dele, claro, vivia um gigante resmungão.
O rei entregou a ela um livro que contava a história de João e o Pé de Feijão. Aquele João que descobriu um pote de ouro e teve de se haver com um gigante muito do mau humorado que queria nada menos que comê-lo!
Ela leu, leu e leu. Mas não se deu por satisfeita. Será que o gigante era apenas mau mesmo?
Mais tarde, enquanto lia uma outra história - aquela de João e Maria presos na casa feita de doces pela bruxa faminta - ouviu os barulhos e resmungos do "vizinho" ogro. Puxa! É isso, pensou. Partiu então, árvore acima, com uma mochila nas costas e uma ideia na cabeça: o gigante tinha era fome!
Foi recebida de muita má-vontade pelo brutamontes em sua casa no alto do pé de feijão, mas levava para ele uma tigela de mingau, que ele saboreou de uma golada só. Será que agora os barulhos e resmungos e ameaças, que tanto apavoravam os moradores do reino, parariam?
Nada! O humor do gigante até que melhorou, mas não muito.
Repare que é o livro que faz o gigante dormir. E, depois, é o livro que sela definitivamente a amizade e a convivência entre humanos e gigantes, até então considerados ameaçadores e inimigos. A família real, antes de Sophia, estava a um passo de prender o ogro. Simbolicamente e delicadamente, essa passagem nos faz pensar nos ciclos intermináveis de violência e repressão onde não há arte e subjetividade como meios de expressão e compreensão genuínos.
É a arte - corporificada na literatura - que permite à Sophia pensar além do óbvio, dos estereótipos e do "sempre foi assim" para criar novas respostas e ampliar a subjetividade, tirando do lugar tanto ela mesma quanto o gigante, refém do "papel" de vilão até ser libertado pela literatura e viver feliz pra sempre!
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A autora conversou com o Blog Letrinhas sobre os contos acumulativos que viraram sua assinatura, seus últimos lançamentos e sua passagem pelo Brasil