A adoção não dá conta de tudo. E é preciso falar sobre isso
Entre o sangue e o sobrenome, entre os pais escolhidos e a origem biológica, há perguntas, expectativas e o desejo de construir a própria identidade. Vamos falar sobre isso com as crianças?
Em junho, quando foi um dos indicados pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) para representar o Brasil na Bienal, o Blog da Brinque conversou com ele sobre prêmios, carreira, ilustração e livros. Veja os principais trechos desse bate-papo a seguir (ou leia a conversa original, na íntegra):
Blog da Brinque: Qual é a importância desse tipo de reconhecimento internacional para a ilustração e para o trabalho de vocês? Em quê esse tipo de evento e premiação contribui?
Guilherme Karsten: É a primeira vez que participo deste evento; já ouvia sobre Bratislava [Bienal Internacional de Ilustração da Eslovênia] há anos, mas confesso que desconhecia a sua grandiosidade. Quando a FNLIJ [Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil] revelou os 10 artistas escolhidos para representar o Brasil na feira, notei que o meio editorial ( literatura infantil) ficou em polvorosa. O processo de participação é diferente de outros concursos de ilustração, com um filtro maior dos artistas, uma surpresa feliz pra mim por esse reconhecimento do meu trabalho. Com certeza, pesa bastante no currículo ter seu nome entre os participantes deste evento.
BB: O que é ilustrar, hoje?
Guilherme: Difícil pergunta, não sei se é hoje, mas tenho como um dogma a tentativa de fazer com que a minha ilustração não seja óbvia, mas que seja companheira do texto, que saiba contar a mesma história de outra forma ou até mesmo contar outra história, mas que corrobore e não atrapalhe. Uma boa ilustração te instiga a novas perspectivas, te faz imaginar além do que está sendo visto ou lido.
Chica da Silva em ilustra de Guilherme Karsten para Era uma vez 20, com Luciana Sandroni
Mil palavras deixariam essa entrevista muito longa, resolvi usar uma imagem pra representar ?
Entre o sangue e o sobrenome, entre os pais escolhidos e a origem biológica, há perguntas, expectativas e o desejo de construir a própria identidade. Vamos falar sobre isso com as crianças?
A jornalista Adriana Carranca, autora de Malala – A menina que queria ir para a escola, e a ilustradora Isabela Santos falam sobre adoção, família, vínculos e ancestralidade a partir do novo livro Onde Está a Mamãe?
É hora de começar a se preparar para a volta das aulas! Veja uma lista de livros que fazem sentir esse gostinho de escola: