Que tipo de mãe leitora você é?
Mãe pesquisadora, intuitiva, prática, animada... Qual é o perfil que mais se adequa a você na hora de ler com as crianças?
Quer uma pitada de afeto nesse Dia das Mães? Siga essas sugestões para vocês passarem momentos especiais no domingo e em todos os outros 364 dias do ano
Os momentos simples da infância são aqueles que vão ficar na memória dos seus filhos: as descobertas do dia a dia, os passeios juntos, as viagens em família. É desse sentimento que nasce Orie. Inspirada na história da avó, a autora Lúcia Hiratsuka escreve a história de uma menina que viaja pelo rio com os pais barqueiros e tudo o que ela vai descobrindo pelo caminho: os peixes, as paisagens, o balanço da água, a passagem do tempo. Um livro cheio de carinho e de recordações que se constroem com os pais. O título foi eleito o Melhor Livro para Crianças da FNLIJ/2015.
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Sabe aquela história de valorizar o que temos e ter cuidado com o que desejamos? Nesta história singela de William Steig (mesmo criador de Shrek), o burrinho Silvester aprende isso da forma mais inesperada. Certo dia, ele encontra uma pedrinha vermelha e mágica que, ao ser esfregada, concede os desejos. E, no impulso, ao encontrar um leão, o burrinho pede para virar uma rocha. Mas, agora, não consegue mais alisar a pedrinha para sair daquela situação – e vai desejar voltar a ter o que sempre teve. No fim, ele acaba em casa, abraçado a seus pais, com tudo o que precisa: amor da família.
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Nem sempre podemos estar presentes, brincamos com eles menos do que gostaríamos, mas o amor é imenso, incondicional. É assim essa história de José Luís Peixoto, em que o menino é filho da chuva e cresce sabendo que precisa ser generoso e dividir o amor materno com mais pessoas. Mas, de alguma maneira, a mãe está sempre ali ao lado do filho, ainda que não possa estar presente derramando seu amor. Para todas as mães que trabalham muito e precisam ficar distantes, mas que amam seus filhos acima de tudo.
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Uma história de doação e de amor incondicional, que as mães conseguem compreender bem. Shel Silverstein (autor de A Parte que Falta) fala da relação entre um menino e uma árvore. Primeiro, ela lhe dá as maçãs, a sombra das folhas e os galhos para balançar. Mas o garoto vai crescendo e sempre querendo mais: casa, dinheiro, mulher. Em seu amor infinito, a árvore vai lhe dando o pouco que tem, até que não lhe resta mais nada a não ser a própria vida.

A mãe está completamente absorvida pelo trabalho no computador. Enquanto isso, Lulu abre uma das caixas de mudança em que estão objetos antigos e cheios de afeto da mãe – o casaco do avô, um botão, um ursinho de pelúcia... À medida que vai retirando-os dali, e perguntando para a mãe o que é cada um, em sua imaginação eles ganham vida e outro significado. De repente, Lulu não está mais sozinha. Neste livro de Carolina Moreyra e Odilon Moraes, que reúne boas memórias e amor, há também um pouquinho da vida real da maternidade, com mães ocupadas e crianças precisando lidar com o silêncio.
O enredo desse livro certamente fará as mães buscarem na lembrança muitos enredos de sua própria infância para contar aos filhos. E provoca uma das melhores coisas para fazer em família: contar histórias, ficar juntos, dar risada. Neste livro, Patricia Auerbach fala sobre os causos que ouviu dos pais e avós e compartilha esses fatos curiosos e engraçados com o leitor, além de explicar sobre a origem de alguns equipamentos que hoje não conseguimos viver sem, como o freezer, o carro e a TV. É, sobretudo, um convite para passar horas deliciosas revirando as próprias memórias.
É na simplicidade de olhar a vida e nos pequenos gestos que reside a felicidade. Uma menina encontra a beleza em uma flor que cresce no cimento da calçada – um frágil colorido de vida em meio à pressa dos pedestres e à aridez do cenário urbano. A garota a apanha e tudo vai ganhando cor e graça. Então, ela percebe o que precisa ser feito para que o cinza não seja a cor da existência. Pelas suas mãos e generosidade, as pessoas que aparecem neste livro-imagem de JonArno Lawson e Sydney Smith vão recebendo flores e enxergando o mundo de outra forma.
A mãe de Nina fica no trabalho até bem tarde e sai enquanto ela ainda está dormindo. Elas se comunicam por bilhetes. Mas acontece que Nina tem dificuldade para dormir e precisa ouvir canções de ninar, como as que a mãe cantava quando era pequena. Por isso, à noite, ela procura com seu luneidoscópio as canções de ninar que as outras mães estão cantando. Mas, um dia, a cidade de Blufis inteira fica em silêncio: nenhuma mãe está ninando seus filhos e as crianças não conseguem mais dormir. A menina que adora colecionar itens esquisitos vai precisar descobrir o que houve para as canções desaparecerem e fazer com que todos durmam de novo. Um livro que mostra como o amor de mãe é tão fundamental.
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Mãe de criança pequena, de criança maior, de adolescente. Mãe que trabalha, mãe queestá sobrecarregada... tem livro para mães de todo tipo! Confira as nossas dicas