Marie-Louise Gay planta amizade inusitada em ‘Minha árvore de estimação’
A autora fala sobre o novo livro, compartilha seu processo criativo na literatura e conta sobre as experiências de infância que se imortalizaram em seus livros
Marie-Louise Gay cria histórias com imagens e palavras há mais de 30 anos.

Nascida em Québec, no Canadá, ela quase desistiu de ser artista, quando uma professora a reprovou em artes na 3ª série… Ainda bem que ela voltou a desenhar! E, mais tarde, começou a inventar suas próprias narrativas, marcadas pelo humor, pela sensibilidade e pela intimidade com a natureza, explorada por seucom curiosidade e fascínio. Estela, a menina que ama ler, é talvez sua personagem mais icônica. Junto com Marcos, seu irmão mais novo, ela trava conversas singelas e reveladoras, que descortinam a fantasia e a ingenuidade tão próprias da infância. Em entrevista ao Blog Letrinhas, Marie Louise falou sobre Minha árvore de estimação (Brinque-Book, 2025), seu mais recente lançamento, e fez uma retrospectiva de sua trajetória literária. Mas para conhecer a autora de verdade, é preciso conhecer seus livros… Confira alguns:
Quando o pai de Lili a leva para visitar uma floresta, a menina se apaixona pelas árvores. Tanto que na hora de escolher um presente de aniversário, ela não titubeia: quer uma árvore para chamar de sua. Lili tem seu desejo atendido e batiza a árvore que ganhou de Jorge. Sentados na varanda no apartamento, Lili e Jorge observam a cidade… mas a menina quer mais. Para mostrar os arredores a seu novo amigo, ela coloca Jorge em uma caixa com rodas e o leva para passear, espalhando sombra, cor e frescor pela cidade. Lili não tinha ideia de que começaria um novo movimento, que transformaria a paisagem onde habita.
Mustafá é um menino que precisou encontrar um novo lar. Como tantas crianças forçadas a migrar por conta da guerra, o contato com a nova terra causa estranhamento ao mesmo tempo em que evoca memórias das vivências do lugar de onde ele veio. Sentimentos misturados que desenham barreiras invisíveis, porém palpáveis … Mas um encontro com uma garotinha vai derrubar esses muros. Um jeito sensível de abordar o tema do refúgio.

No primeiro livro da personagem mais conhecida de Marie-Louise, que a própria autora já revelou ser muito parecida com ela mesma, Estela e seu irmãozinho Marcos passam um dia na praia. Para todas as perguntas que o caçula traz, Estela tem resposta - na ponta da língua. A única coisa que ela não tem ideia é se Marcos vai topar entrar no mar…
Enquanto Estela está imersa em um livro - como sempre! - Marcos recolhe galhos e pedaços de pau para construir a casinha de seu cachorro, Fred. Infelizmente, o livro que a menina está lendo não ensina a fazer uma moradia para Fred - apenas uma sopa de pedras. Os dois irmãos travam um diálogo cheio de imaginação: o menino fica curioso sobre os elementos da história que mantém a irmã tão distraída… ela, por sua vez, tenta ajudá-lo em seu projeto enquanto lê para ele.
“Marcos, acorda!”, chama Estela. O menino responde que já está acordado - mas está tão difícil levantar da cama… Depois de um longo bocejo, Estela aparece e oferece ajuda para ajudá-lo a se vestir… mas o caçula quer trocar de roupa so-zi-nho. Mas não é possível que a camiseta não esteja entrando… será que a cabeça de Marcos cresceu enquanto ele dormia? A dinâmica diária de se vestir para começar o dia ganha um novo tom de diversão e poética nas trocas entre os dois irmãos.
“Estela, você está dormindo?” Marcos parece cansado… mas ele não consegue pegar no sono sem seu cachorro, Fred. O menino recorre a Estela para ajudá-lo a procurar pelo cão. Fred não está debaixo da cama, nem dentro do armário, nem lá fora, no escuro… e os dois irmãos perambulam pela casa em busca do cãozinho. Será que eles conseguirão ter uma boa noite de sono?
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