Onomatopeias: sons que vão para o papel e trazem mais graça ao texto
A reprodução de sons em palavras - especialmente de animais - atrai a atenção das crianças e pode ajudar no desenvolvimento da linguagem
O contato com os livros e com as histórias deve ser parte da rotina das crianças na educação infantil. No Blog Letrinhas, já falamos sobre como é importante fazer um planejamento de leituras para o ano letivo - e compartilhamos o que alguns educadores fazem na prática. No caso específico da Educação Infantil, a proposta da BNCC, a Base Nacional Comum Curricular, para esta etapa ressalta a importância de atuar em toda prática com intencionalidade pedagógica. Que é, como define o texo: a "organização e proposição, pelo educador, de experiências que permitam às crianças conhecer a si e ao outro e de conhecer e compreender as relações com a natureza, com a cultura e com a produção científica". E a literatura tem um papel essencial nisso. Não só porque os livros literários e as mediações de leitura podem contribuir com o desenvolvimento da linguagem, ampliar o vocabulário e estimular a imaginação. Mas principalmente porque ajudam a criança a entender o mundo, a reconhecer seus sentimentos e porque oferecem uma experiência afetiva - especialmente quando lemos para bebês.
Para ajudar professoras e cuidadores da educação infantil, abaixo contamos quais são os livros selos dos selos infantis da Companhia das Letras mais adotados nas escolas. Confira:
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Hum… um bolo de chocolate! Mas ele está beeeem lá no alto, enquanto o urso está beeeeem lá embaixo. E agora? Chega o porquinho, chega o cachorro, chega o coelho, chega a galinha… Neste divertido conto acumulativo, primeiro grande sucesso da autora alemã Susanne Strasser, parece que os animais estão cada vez mais perto de alcançar o bolo. Mas o final, surpreende.
Com texto rimado e ilustrações cheias de humor, esta é a história de um urso rabugento que foi incomodado em sua caverna. Acontece que chovia. E a zebra, o alce, o leão e a ovelha estavam procurando um lugar para brincar. Por sorte, eles encontraram uma caverna sequinha. Mas, por azar, ela já estava ocupada.
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No livro de estreia do personagem mais querido de Silvana Rando, somos apresentados a um elefantinho cheeeeio de coragem: o Gildo. Ele não tem medo de montanha-russa, nem de cantar em público e muito menos de filmes de terror. Na verdade, a única coisa capaz de tirar o sono do pequeno paquiderme são as bexigas. O que será que acontece quando Gildo se vê atado ao seu maior medo?
Nesta versão da fábula clássica da Galinha Ruiva, que queria fazer pão e chamou outros bichos para ajudá-la, a protagonista é a Galinha Xadrez, que decidiu fazer um bolo de milho depois de encontrar uma espiga. Ela também recorreu a seus amigos. O problema é que, ao contrário da Galinha Xadrez que é toda trabalhadeira, seus amigos não estão lá muito dispostos a fazer nada… Ajudar ninguém quer. Mas comer…
Todos os bichos estão deitados e prontos para dormir! Mas cada hora é um que perde o sono... Primeiro a foca, depois o jacaré, depois o burrico e assim vai. Até a cama ficar vazia. Mas o que será que está fazendo os bichos ficarem assim bem acordados? Mais um conto acumulativo cheio de onomatopeias como os pequenos leitores adoram.
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A menina Juju ganha uma plantinha e pensa imediatamente que a verdinha é como seus amigos: precisa ser cuidada e cultivada. Ela também percebe que, assim como existem plantas diferentes, de mutias formas e cores, também seus amigos são diferentes: tem amigo da escola. Amigo pra fazer bagunça. Amigo que mora longe mas que parece estar sempre perto . Cada um é único. A partir dessa constatação, Juju tem uma nova missão: cuidar bem de seu jardim de amigos e compartilhar experiências e aprendizados.
O caracol e a tartaruga são amigos.Mas também são muito diferentes: enquanto o caracol gosta de escalar e escorregar, a tartaruga prefere mergulhar. Enquanto o caracol come folhas, a tartaruga gosta mais das flores. Enquanto o caracol ama espirais, a tartaruga prefere formas geométricas. E tudo bem! O que importa é que quando os dois estão juntos, tudo parece muito mais divertido.

Fazendo paralelos entre as partes do corpo humano e as partes do corpo de diferentes animais, este livro cheio de rimas e diversão vai apresentando aos pequenos leitores sua anatomia. E mostrando quando somos parecidos e quando nos diferenciamos das outras espécies. No final do livro, um espelho aparece de surpresa!
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Havia uma velhinha que vivia sozinha, sozinha. E de tanto não ter com quem conversar, ela começou a dar nome às coisas que a cercavam. Não todas. Ela já havia se despedido de amigos demais… Por isso, só deu nome às coisas que ela sabia que durariam além de sua própria existência: a casa, o carro… Só que um dia, um cãozinho marrom apareceu na porta da velhinha. Ela ainda não sabia, mas ele tinha vindo para ficar. Uma história sensível e profunda para falar com os leitores menorzinhos sobre saudade, afeto e a importância de nomear para existir.
“Arthur e a Verdade não são grandes amigos no momento”. E isso já explica um bocado do que se pode esperar desta história. Acontece que a mãe de Arthur tinha falado que não era para ele andar na bicicleta grande do irmão. Mas ele andou. E acabou quebrando a magrela e ainda arranhando um carro. Para tentar encobrir o malfeito, Arthur começa a inventar uma série de desculpas seguidas de explicações fantásticas - torcendo a pobre da Verdade um pouquinho, esticando a Verdade um pouquinho e até fingindo que ela não existia. Só que as explicações do menino não colam. Será que Arthur vai voltar a abraçar a Verdade em algum momento?
A reprodução de sons em palavras - especialmente de animais - atrai a atenção das crianças e pode ajudar no desenvolvimento da linguagem
Sim, há muitas dicas que podem ajudar a fazer a mediação de livros para bebês. Mas o principal é estar realmente presente - e conectado com a criança e com o livro
O gênero em que "cada hora chega mais um" é muito popular entre os leitores bem pequenos, que conseguem memorizar a estrutura simples e recontar a história sozinhos