Veja nossos livros literários mais adotados na Educação Infantil

23/02/2026

O contato com os livros e com as histórias deve ser parte da rotina das crianças na educação infantil. No Blog Letrinhas, já falamos sobre como é importante fazer um planejamento de leituras para o ano letivo - e compartilhamos o que alguns educadores fazem na prática. No caso específico da Educação Infantil, a proposta da BNCC, a Base Nacional Comum Curricular, para esta etapa ressalta a importância de atuar em toda prática com intencionalidade pedagógica. Que é, como define o texo:  a "organização e proposição, pelo educador, de experiências que permitam às crianças conhecer a si e ao outro e de conhecer e compreender as relações com a natureza, com a cultura e com a produção científica". E a literatura tem um papel essencial nisso. Não só porque os livros literários e as mediações de leitura podem contribuir com o desenvolvimento da linguagem, ampliar o vocabulário e estimular a imaginação. Mas principalmente porque ajudam a criança a entender o mundo, a reconhecer seus sentimentos e porque oferecem uma experiência afetiva - especialmente quando lemos para bebês. 

Para ajudar professoras e cuidadores da educação infantil, abaixo contamos quais são os livros selos dos selos infantis da Companhia das Letras mais adotados nas escolas. Confira:

LEIA MAIS: O segredo de ler para bebês: criar um momento de afeto e adequar expectativas

Bem lá no alto (Companhia das Letrinhas, 2018), de Susanne Strasser com tradução de Julia Bussius

Capa de Bem lá no alto

Hum… um bolo de chocolate! Mas ele está beeeem lá no alto, enquanto o urso está beeeeem lá embaixo. E agora? Chega o porquinho, chega o cachorro, chega o coelho, chega a galinha… Neste divertido conto acumulativo, primeiro grande sucesso da autora alemã Susanne Strasser, parece que os animais estão cada vez mais perto de alcançar o bolo. Mas o final, surpreende. 


O urso rabugento (Brinque-Book, 2014), de Nick Bland com tradução de Gilda de Aquino

O urso rabugento

Com texto rimado e ilustrações cheias de humor, esta é a história de um urso rabugento que foi incomodado em sua caverna. Acontece que chovia. E a zebra, o alce, o leão e a ovelha estavam procurando um lugar para brincar. Por sorte, eles encontraram uma caverna sequinha. Mas, por azar, ela já estava ocupada. 


LEIA MAIS: Por que as crianças adoram contos acumulativos?


Gildo (Brinque-Book, 2010), de Silvana Rando

Gildo

No livro de estreia do personagem mais querido de Silvana Rando, somos apresentados a um elefantinho cheeeeio de coragem: o Gildo. Ele não tem medo de montanha-russa, nem de cantar em público e muito menos de filmes de terror. Na verdade, a única coisa capaz de tirar o sono do pequeno paquiderme são as bexigas. O que será que acontece quando Gildo se vê atado ao seu maior medo?


A galinha xadrez (Brinque-Book, 2002), de Rogério Trezza

A galinha xadrez

Nesta versão da fábula clássica da Galinha Ruiva, que queria fazer pão e chamou outros bichos para ajudá-la, a protagonista é a Galinha Xadrez, que decidiu fazer um bolo de milho depois de encontrar uma espiga. Ela também recorreu a seus amigos. O problema é que, ao contrário da Galinha Xadrez que é toda trabalhadeira, seus amigos não estão lá muito dispostos a fazer nada… Ajudar ninguém quer. Mas comer…

 

Muito cansado e bem acordado (Companhia das Letrinhas, 2017) de Susanne Strasser com tradução de Julia Bussius

Muito cansado e bem acordado

Todos os bichos estão deitados e prontos para dormir! Mas cada hora é um que perde o sono... Primeiro a foca, depois o jacaré, depois o burrico e assim vai. Até a cama ficar vazia. Mas o que será que está fazendo os bichos ficarem assim bem acordados? Mais um conto acumulativo cheio de onomatopeias como os pequenos leitores adoram. 

 

LEIA MAIS: Onomatopeias: os sons que vão para o papel e trazem mais graça ao texto


Juju e a árvore da amizade (Brinque-Book, 2019), de Fábio Quinteiro 

Juju e a árvore da amizade

A menina Juju ganha uma plantinha e pensa imediatamente que a verdinha é como seus amigos: precisa ser cuidada e cultivada. Ela também percebe que, assim como existem plantas diferentes, de mutias formas e cores, também seus amigos são diferentes: tem amigo da escola. Amigo pra fazer bagunça. Amigo que mora longe mas que parece estar sempre perto . Cada um é único. A partir dessa constatação, Juju tem uma nova missão: cuidar bem de seu jardim de amigos e compartilhar experiências e aprendizados.


O caracol e a tartaruga são amigos (Brinque-Book, 2015), de Stephen Michael King com tradução de Gilda de Aquino

 O caracol e a tartaruga são amigos

O caracol e a tartaruga são amigos.Mas também são muito diferentes: enquanto o caracol gosta de escalar e escorregar, a tartaruga prefere mergulhar. Enquanto o caracol come folhas, a tartaruga gosta mais das flores. Enquanto o caracol ama espirais, a tartaruga prefere formas geométricas. E tudo bem! O que importa é que quando os dois estão juntos, tudo parece muito mais divertido. 

 

Eu sou assim e vou te mostrar (Brinque-Book, 2017), de Heinz Janisch com ilustraciones de Birgit Antoni e tradução de Hedi Gnädinger

Eu sou assim e vou te mostrar

Fazendo paralelos entre as partes do corpo humano e as partes do corpo de diferentes animais, este livro cheio de rimas e diversão vai apresentando aos pequenos leitores sua anatomia. E mostrando quando somos parecidos e quando nos diferenciamos das outras espécies. No final do livro, um espelho aparece de surpresa!

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A velhinha que dava nome às coisas (Brinque-Book,2002), de Cynthia Rylant com ilustração de Kathryn Brown e tradução Gilda de Aquino

A velhinha que dava nome às coisas

Havia uma velhinha que vivia sozinha, sozinha. E de tanto não ter com quem conversar, ela começou a dar nome às coisas que a cercavam. Não todas. Ela já havia se despedido de amigos demais… Por isso, só deu nome às coisas que ela sabia que durariam além de sua própria existência: a casa, o carro… Só que um dia, um cãozinho marrom apareceu na porta da velhinha. Ela ainda não sabia, mas ele tinha vindo para ficar. Uma história sensível e profunda para falar com os leitores menorzinhos sobre saudade, afeto e a importância de nomear para existir. 


A verdade segundo Arthur (Brinque-Book, 2018), de Tim Hopgood com ilustrações de David Tazzyman e tradução de Gilda de Aquino

A verdade segundo Arthur

“Arthur e a Verdade não são grandes amigos no momento”. E isso já explica um bocado do que se pode esperar desta história. Acontece que a mãe de Arthur tinha falado que não era para ele andar na bicicleta grande do irmão. Mas ele andou. E acabou quebrando a magrela e ainda arranhando um carro. Para tentar encobrir o malfeito, Arthur começa a inventar uma série de desculpas seguidas de explicações fantásticas - torcendo a pobre da Verdade um pouquinho, esticando a Verdade um pouquinho e até fingindo que ela não existia. Só que as explicações do menino não colam. Será que Arthur vai voltar a abraçar a Verdade em algum momento?

 

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