Bienal do Livro 2026: veja os livros para se preparar para a programação

04/09/2026

Entre debates literários, mesas de autógrafos e discussões sobre temas atuais, a Bienal do Livro 2026 vai reunir autores e especialistas de dentro e fora do Brasil, em uma programação intensa que acontece de 4 a 13 de setembro no Anhembi, em São Paulo (capital). Um dos eventos mais esperados do ano é a vinda da autora sul-coreana Suzy Lee - e você pode conhecer aqui todos os livros que ela publicou pela Companhia das Letrinhas. 

Nuvem de areia

Ilsutração de Anna Cunha para Nuvem de areia 

Mas há muitos eventos mais na programação - e muitos, muitos, MUITOS autores. Para se preparar para as mesas e conversas que vão rolar, separamos os livros dos nossos selos infantis que você precisa conhecer. Confira quais são eles:


LEIA MAIS: 7 livros de Suzy Lee que você precisa conhecer 

 

Faísca (Companhia das Letrinhas, 2026), de Ilustralu

Faisca

Inspirada nas vivência da autora, Luiza de Souza, a Ilustralu, com as festas de São João, esta história mostra uma noite de festança na vida de Diana, uma garota que ama quadrilha e comidas juninas, mas detesta os trajes típicos cheios de babados. Didi também ama soltar rojão - mas os meninos não a deixam participar da brincadeira porque não é “coisa de menina”. Ainda bem que uma nova amiga aparece, a Ninha. Um livro que celebra as tradições e promete um final surpreendente - e emocionante.


Nuvem de areia (Pequena Zahar, 2025), de Otavio Junior e Anna Cunha

Nuvem de areia

Um menino sensível quer desvendar o mistério de uma nuvem de areia, vinda do deserto do Saara. Ela flutua pelo céu em direção ao Brasil. Como é possível que ela cruze o oceano e venha parar por estas bandas? A curiosidade sobre as origens da nuvem, na África, faz com que o garoto dê início a uma jornada de descobertas.


Diário de Pilar (Pequena Zahar), de Flavia Lins e Silva e Joana Penna 

diário de Pilar

A série protagonizada por uma menina aventureira que viaja o mundo usando sua rede mágica é um tremendo sucesso – especialmente entre leitores a partir de 7 anos. São oito livros: Diário de Pilar na Amazônia (2023),  Diário de Pilar na Grécia (2022), Diário de Pilar na África (2022), Diário de Pilar no Egito ( 2022), Diário de Pilar na Índia (2022), Diário de Pilar na China (2022), Diário de Pilar em Machu Picchu (2022)  e Diário de Pilar no México (2025).


Maya e a turma da terra (Pequena Zahar, 2026), de Flavia Lins e Silva e Lidia Farias

Maya e a turma da terra

Maya tem 12 anos,  adora pintar pedras, tocar gaita e nadar. O que ela não suporta é ficar de braços cruzados frente a tantas catástrofes causadas pela crise climática. Junto com seus amigos, ela resolve agir, espalhando muitas e muitas árvores por aí. O problema é: quem sabe como plantá-las?


Oriki (Companhia das Letrinhas, 2026), de Henrique André e Rafael Calça

Oriki
O ano era 2978. Ayodele, uma cientista, precisa criar algo que resgate as histórias de seus antepassados, que estão se perdendo…  Mas sua neta, Anayo, não entende por que a avó insiste em se prender ao passado. Nesta história em quadrinhos afrofuturista, o futuro é construído e a partir das conquistas e conhecimentos do passado, em uma jornada inspiradora.


Histórias de índio (Companhia das Letrinhas, 2026), de Daniel Munduruku e Laurabeatriz 

Histórias de indio

Os contos publicados há 30 anos, e agora reeditados, representam uma das primeiras obras de culturas indígenas em que é um indígena quem conta a história. Em cada crônica, se misturam ficção, depoimentos e informações que mostram distintos modos de ser e habitar o mundo, combatendo preconceitos que ainda permanecem no imaginário branco sobre os povos indígenas. 


Buraco (Pequena Zahar, 2025), de Blandina Franco e José Carlos Lollo

Buraco

Tudo começa quando uma menina cai em um buraco. Mas não é um buraco qualquer. Ele é feito de uma espécie de vazio… algo que ela não entende bem. E mesmo tentando tirá-la de lá, ela não conseguia sair… De forma sensível, este livro trata de um tema indispensável para adultos e crianças: saúde mental. 


Coleção Brasileirinhos (Companhia das Letrinhas), de Lalau e Laurabeatriz 

Brasileirinhos

Unindo poesia e ilustrações delicadas, a coleção traz um retrato de animais em risco de extinção de todo o país, apresentando a fauna de vários biomas brasileiros. São seis livros: Brasileirinhos (2017), Brasileirinhos do Pantanal (2021), Brasileirinhos da Mata Atlântica (2024), Brasileirinhos do Cerrado (2026), Brasileirinhos da Amazônia (2024) e Bebês brasileirinhos (2017). 


Clotilde (Companhia das Letrinhas, 2026), de Lilia Moritz Schwarcz

Clotilde

Qual é a chance de uma galinha d’angola aparecer no jardim de uma casa em pleno centro da cidade de São Paulo? E qual a chance de que essa casa seja justamente a de alguém que sonhava em ter uma galinha’angola? Pois esse encontro aconteceu de verdade. Entre a galinha, que ganhou o nome de Clotilde, e publisher da Companhia das Letras, Lilia Moritz Schwarcz. Com muito afeto, memórias e uma bela ajuda do destino, o livro conta uma história de família enquanto puxa algumas conversas mais sérias sobre democracia, direitos e cidadania. 


Biguru (Companhia das Letrinhas, 2025), de Eva Potiguara e Lumina Pirilampus

Biguru

O título do livro é o nome de sua personagem principal: Biguru. Uma menina muito ligada à sua avó, Suzana. Em uma narrativa afetiva que resgata elementos da cultura indígena, voltamos a um passado que tem gosto de cuscuz com leite de coco, som de canto de cigarra e mãos molhadas de barro. 


Neguinha, sim! (Canoa, 2023), de Renato Gama e Bárbara Quintino

neguinha, sim

Entre os mais vendidos dos nossos selos infantis, Neguinha, sim! (Canoa, 2023) virou livro, mas nasceu como música. Na verdade, como um hino, que celebra a beleza dos traços negros: dos cabelos ao nariz. Agora, a protagonista dessa história foi ainda mais longe, em uma nova leva de histórias em que ela explora novos destinos descobrindo pérolas e personagens da cultura africana e afrobrasileira: Neguinha, sim! Em Sao Luís (2026), Neguinha, sim! Em Maceió (2026), Neguinha, sim! Em Paris (2026), Neguinha, sim! Em Dacar (2026). 

Azul Haiti (Companhia das Letrinhas, 2025), de Paty Wolff  

azul haiti

A questão da imigraçao de haitianos para o Brasil é contada por uma criança, desenhando uma narrativa em que o azul é o fio-condutor, e que aborda família, memória e resistência. A ideia surgiu da própria experiência da autora, que observava famílias haitianas trabalhando como informais no caminho para seu ateliê, em Cuiabá (MT), como ele mesma contou nesta entrevista ao Blog Letrinhas


Tuiupé e o maracá mágico (Canoa, 2024), de Auritha Tabajara e Paola Tôrres

Tuiupe
Em uma época de bonança e alegria para os povos originários, a menina Tuiupé vivia com seu pai, o pajé Saracura. Um dia, ela precisou escapar de uma grande chuva e algo impensável aconteceu… narrada em cordel, com versos fluidos, essa história nos leva para um tempo próspero e fala sobre o poder do sonho.


Os dengos da moringa de voinha (Brinque-Book, 2023), de Ana Fátima e Fernanda Rodrigues

Os dengos da moringa de voinha
Entre cafunés, cantigas de painho e cheirinho de angu, vamos entrando em um universo de lembranças regadas de afeto, que invocam a ancestralidade, o legado e a potência do cuidar. E tudo isso, partindo da moringa da voinha, que testemunhou todos esses momentos e conduz a narrativa. 


LEIA MAIS: Bienal do livro 2026: conheça os livros que vão estar em pauta na nossa programação de educação

 

Compartilhe:

Veja também

Voltar ao blog