28ª Bienal do Livro de São Paulo é, sim, lugar de crianças e jovens

11/09/2026

Tinha muita, muuuuuita gente nos primeiros dias da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Comentários e posts de todos os tipos tomaram as redes sociais do evento que começou dia 4 e vai até domingo, 13 de setembro, no Expo Pavilhões – Distrito Anhembi, na capital de São Paulo. Mas nós temos uma alegria para compartilhar: as conversas agendadas nos espaços ocupados pelos selos infantis da Companhia das Letras estavam cheias de crianças e jovens!

Mulheres incríveis reunidas na 28ª Bienal do Livro

Mulheres incríveis reunidas na mesa Mulheres que leem o mundo e escrevem o futuro

 

Vamos fazer aqui alguns destaques dos últimos dias por ordem cronológica. No dia 7 a mesa no Espaço Educação foi Mulheres que leem o mundo e escrevem o futuro, inspirada no livro A Fabulosa história de uma trupe de acrobatas (Companhia das Letrinhas, 2026). A autora do livro, Maira Chiodi, estava acompanhada de Isabela Noronha (escritora do novíssimo Maria Pereira – a bruxinha brasileira (Companhia das Letrinhas, 2026), além de Carol Jesper, pesquisadora em educação, tudo com mediação de Angélica Khalil (uma das autoras de Amigas que se encontraram na história – Companhia das Letrinhas, 2022). Foi uma conversa que exalou a experiência das convidadas, muito focada e propositiva, salientando como a mulher está representada nos livros das autoras, de como a literatura pode ajudar no desenvolvimento das crianças e jovens, auxiliar, de fato, na formação de crianças feministas. Na plateia, alguns professores trouxeram experiências que de salas de aula, num tom de esperança. “Só o fato de sermos mulheres e escrevermos já é uma ação afirmativa”, disse Isabela Noronha. 

No mesmo dia, à tarde, o Salão de Ideias recebeu uma conversa sobre o tema “Para Gostar de Ler”, bem inspirado na clássica coleção da Editora Ática dos anos 1970 e 1980 que levava esse nome e desejava atrair os pré-adolescentes e adolescentes para a paixão pela leitura. Entre os vários convidados da mesa, o nosso autor Caio Tozzi (de Super Ulisses, Escarlate, 2021), um apaixonadíssimo por esta faixa etária, falou sobre o que o inspira a escrever. “A literatura permite você conversar com quem você foi ,e com quem você não foi”, disse Caio. “Com quem eu converso? Eu gosto de falar com aquele que fui, mas também com aquele que eu não fui”, completou apontando como uma chave para acessar o leitor olhar para si mesmo também. 


Sobre ontem, hoje e amanhã!

Mesa sobre Oriki na 28ª Bienal do Livro

 Henrique André e Rafael Calça com a editora Débora Alves

 

O afrofuturismo – termo ainda novo de certa forma para muita gente – foi a estrela de uma das mesas de conversa da terça dia 8. Ao lado dos autores Henrique André e Rafael Calça, que juntos lançaram este ano Oriki (Companhia das Letrinhas), a editora da Companhia, Débora Alves, promoveu uma conversa descontraída sobre ancestralidade e futuro. No Espaço Infantil Sesi/Fiesp, que era um lugar bem livre, as crianças podiam parar para desenhar, conversar com os autores. Os três conversaram muito sobre processos criativos e de edição, sobre a importância de discutir esse termo, como é realmente para as crianças negras desenvolverem essa habilidade de sonhar e de conseguir se enxergar nas narrativas que elas leem. 

Enquanto isso, o estande da Companhia das Letras contava com uma participação muito especial: um boneco do Homem-Cão, personagem amadíssimo de Dav Pilker e quem é que resiste a tirar uma foto com ele? Afinal, é um AUmigo único – e esperto: preferiu as tardes de dia de semana para encontrar leitoras e leitores!

Lollo, Blandina,

Blandina Franco e José Carlos Lollo, Lalau e Laurabeatriz em conversa mediada pela editora Elisa Zanetti

 

A quarta-feira 9 estava recheada de presenças incríveis também! Autores e autoras como Blandina Franco e José Carlos Lollo, Lalau e Laurabeatriz se encontraram em dois espaços. De manhã, Blandina e Lollo estiveram com Daniel Munduruku na conversa Histórias que a gente leva para a vida, na Arena Cultural, um dos principais espaços da feira. As crianças não se intimidaram a subir no palco e ficarem mais próximas ainda de seus ídolos. A conversa foi linda. Falaram sobre a importância de valorizar a memória, os autores relembraram da própria história de leitura, e como é fundamental conversar, compartilhar isso com as crianças. “Os povos indígenas ensinam que quanto menos a gente tem, mais a gente é”, afirmou Daniel. E quando as crianças que passavam por ali em passeio com a escola e descobriram que Daniel era o mesmo Daniel Munduruku de um dos contos que eles haviam encenado na escola? Era o “As serpentes que roubaram a noite”. Foi um alvoroço de alegria! E ainda deu um recado para todos nós: “O meu esforço hoje é ser um bom ancestral. Nós precisamos cuidar da IA que nós temos, que é a Inteligência Ancestral.”

À tarde, Blandina e Lollo estavam com outra dupla fundamental da literatura infantil: Lalau e Laurabeatriz. Com mediação da editora da Companhia, Elisa Zanetti, o encontro aconteceu no espaço do Sesi e foi um acontecimento! Muitas e muitas crianças e muitos professores só para ver esse quarteto. Laurabeatriz levou boneco da série Brasileirinhos no Cerrado (Companhia das Letrinhas, 2026), o mais recente da coleção e, com ele, quem estava lá entendeu um pouco mais dos bastidores dos livros. Foram até entrevistados por uma repórter mirim da revista Qualé.  E deram muitos autógrafos!

“Nós precisamos cuidar da IA que nós temos, que é a Inteligência Ancestral”

Temos muito mais aventuras para viver nessa Bienal, até domingo! 

 

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