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Companhia das Letras
O ANO 1000
Tempo de medo ou de esperança?
#OANO1000
Como o homem reagiu à primeira passagem de milênio da era cristã? A partir dessa pergunta, o autor reconstitui certas expressões de uma "sensibilidade coletiva" medieval e, olhando o espelho da história, estabelece um diálogo entre o ano 1000 e o tempo presente.
Apresentação
Em meio ao frenesi criado com a chegada do ano 2000, a curiosidade torna-se irresistível: como o homem reagiu à primeira passagem de milênio da era cristã? Partindo dessa pergunta, Hilário Franco Júnior realiza neste ensaio um abrangente estudo acerca da sociedade européia de mil anos atrás. O autor foge do dualismo interpretativo comum nos textos sobre a Idade Média e propõe uma leitura mais global da época, numa abordagem que busca reconstituir as expressões de uma "sensibilidade coletiva" medieval.
Dez séculos antes, a percepção do tempo era bem diferente, baseada não em uma sociedade científica e competitiva, mas nas especulações teológicas de santo Agostinho, para quem o tempo nasce naquilo que ainda não existe (o futuro), atravessa o que não tem dimensão (o presente) e vai para o que já não existe (o passado).
A partir da angústia cristã latente com relação ao Fim dos Tempos, o livro analisa as reações dos diversos setores da sociedade medieval à aproximação do milênio, num período em que a crise generalizada prefigurava a falência de um sistema e a chegada de outro: o feudalismo. O ceticismo clerical, os hereges, as peregrinações, a esperança milenarista no "Reino de Cristo", todas as principais manifestações surgidas na época são analisadas com seriedade e agudeza, num estilo acessível mesmo para quem não possui familiaridade com o estudo histórico.
Mas Hilário Franco Júnior vai além da análise de uma época. Seu ensaio realiza uma reflexão sobre a relação que o homem costuma estabelecer com a passagem do tempo e mostra que um bom caminho para tentar compreender o que significa o ano 2000 é estabelecer o diálogo entre o hoje e o ontem. Inquietos ou esperançosos, a melhor maneira de entrar no terceiro milênio é olhando o espelho da história e, nele, o significativo e complexo ano 1000.
Ficha Técnica
Título original: ANO 1000, O
Capa: Angelo Venosa
Páginas: 112
Formato: 13.00 X 21.00 cm
Peso: 0.180 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 07/12/1999
ISBN: 9788571649590
Selo: Companhia das Letras
Série
1580-1600 - O sonho da salvação
Jacqueline Hermann
Jacqueline Hermann estuda o período entre 1580 e 1600 e mostra o início de um tempo marcado por guerras, perseguições, exílios e utopias. É quando surge o sebastianismo, a crença de que o rei d. Sebastião, desaparecido entre os muçulmanos, voltaria um dia para libertar os portugueses. Leia +
1680-1720 - O império deste mundo
Laura de Mello e Souza e Maria Fernanda Baptista Bicalho
Estudando a passagem do século XVII para o XVIII, as autoras mostram como a descoberta do ouro e o perigo de invasões estrangeiras, entre outros fatores, contribuíram para mudar a política imperial portuguesa e secularizar a noção de "império", antes permeada de um ideal messiânico. Leia +
1789-1808 - O império luso-brasileiro e os Brasis
Luiz Carlos Villalta
A passagem do século XVIII para o século XIX no Brasil foi marcada pelas Inconfidências de Minas, Rio de Janeiro e Bahia - e pela transferência da família real lusitana para o país. Foi uma virada que assistiu à possibilidade de fragmentação do território colonial em Brasis e à criação de um império luso-brasileiro sediado na América. Leia +
1890-1914 - No tempo das certezas
Lilia Moritz Schwarcz e Angela Marques da Costa
Civilização, progresso, velocidade: o final do século XIX representa o momento triunfal de uma certa modernidade que não podia esperar. Mas esses "tempos modernos" traziam seus limites: veneno e antídoto, a ciência representava, ao mesmo tempo, a utopia e seu calvário. Leia +
O ANO 1000 - Tempo de medo ou de esperança?
Hilário Franco Júnior
Como o homem reagiu à primeira passagem de milênio da era cristã? A partir dessa pergunta, o autor reconstitui certas expressões de uma "sensibilidade coletiva" medieval e, olhando o espelho da história, estabelece um diálogo entre o ano 1000 e o tempo presente. Leia +
A CORRIDA PARA O SÉCULO XXI - No loop da montanha-russa
Nicolau Sevcenko
A imagem da montanha-russa é usada por Sevcenko para descrever o processo de aceleração tecnológica que marca a transição do século XX para o XXI. Uma aceleração excitante, mas também inconseqüente: vai aumentando as desigualdades entre os grupos e sociedades, multiplicando crises e violências e ameaçando o equilíbrio ambiental. Leia +
A PASSAGEM DO SÉCULO: 1480-1520 - As origens da globalização
Serge Gruzinski
Estudo sobre a virada do século XV para o XVI, quando milhares de navegantes, mercadores, espiões, cruzados e fidalgos trilharam o mundo em busca de fortuna e aventura ou com a missão de expandir o reino de Cristo. Quando o vasto Oceano perdeu seus mistérios, uniu mundos, acelerou e intensificou o intercâmbio de povos distantes. "Cumpriu-se o mar", diria mais tarde o poeta Fernando Pessoa. Leia +
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