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/ À vistaNeste poderoso ensaio de memória, um dos grandes nomes do movimento negro oferece lições que iluminam caminhos para a transformação do país a partir do enfrentamento do legado da escravidão
Nascido em 1945 em Belo Horizonte, Helio Santos é parte de uma geração que cresceu como quem acorda e vive no dia 14 de maio de 1888, o dia seguinte à abolição formal da escravidão no Brasil, quando o negro "não tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir", como canta Lazzo Matumbi.
Presidente-fundador do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra do Estado de São Paulo em 1984, única pessoa negra na Comissão dos Notáveis no processo da Constituinte em 1985 e coordenador do Grupo de Trabalho Interministerial de Valorização da População Negra no governo FHC, acumula mais de 50 anos de ativismo, sem cansar de travar o bom, justo e íntegro combate às desigualdades do país.
Neste livro, o autor nos mostra que, apesar dos avanços, ainda vivemos à sombra de uma abolição inconclusa. Em prosa ensaística, compartilha memórias pessoais que se tornam o fio condutor para reflexões certeiras sobre o país, baseadas na necessidade de promover a equidade racial para alcançarmos uma verdadeira democracia.
"Eu me formei ouvindo intelectuais negros como o professor Helio Santos. A vida me deu a sorte de ser um de seus milhões de aprendizes." - Emicida, rapper
"Professor Helio Santos é um intelectual brasileiro da maior qualidade. Nas reflexões sobre desigualdade racial, consegue combinar a realidade nua e crua à esperança equilibrista." - Flávia Oliveira, jornalista