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Um bom contador de histórias é alguém que tece narrativas com destreza, cena após cena. Não perde jamais o fôlego, a pulsação da vida que proporciona o encantamento. É que, ao narrar uma história, “esticamos o fio no labirinto da memória”, diz a escritora Penélope Martins, que ministra um curso sobre o tema no dia 27 de maio, na Casa Vermelha, na zona oeste da cidade de São Paulo.
No curso Narração de história e livro em cena, aborda assuntos como as relações humanas apresentadas nas narrativas, o uso de objetos, músicas e jogos, a compreensão da linguagem, o aparelho vocal e os desdobramentos da leitura em voz alta, a memorização e a recomposição do enredo. Um bom mergulho na arte de narrar.

“Trabalho desconstruindo aquela visão comum de que a história precisa de aparatos, piadas prontas, chavões, objetos que ilustram cada cena”, diz a narradora, que colabora para o Blog da Letrinhas na seção Dois dedinhos de prosa. “A narração é algo dialógico, pessoas que escutam uma voz que conversa com suas vozes interiores”, completa.
Não há pré-requisitos para quem quer se aventurar a narrar. O curso é destinado a qualquer pessoa que queira desenvolver a sua habilidade de falar em público, de expor ideias sendo cativante. “Nem todo mundo vai contar histórias, mas tudo passa pela necessidade da capacidade de expressão, de discurso diante dos outros.”
+ Como mediar pequenos leitores
Convidamos Penélope para um desafio brincante. Com a perspicácia de uma personagem mítica, ela desmancha narrativas óbvias e tece novas, a partir de inícios de frases, começos do que poderiam ser histórias. Ao contar um conto, tece outros pontos.
Confira as respostas da narradora-poeta (em negrito)!
+ Para refletir sobre a prática da leitura
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Contar história é esticar o fio no labirinto da memória.
Se Sherazade não soubesse enredar o sultão com suas narrativas, ela teria que ter pernas muito boas para correr.
Quem conta um conto pode aumentar um ponto desde que não fique tonto.
Muriel Bloch, Toumani Kouyaté e meus avós, ... excelentes narradores de histórias.
Se não era uma vez, lá vão duas pelas ruas.
Num reino não tão longe daqui.... uma história brotava num pé de voz.
Quando a memória enrosca, ... a gente inventa!
A realidade é mais ou menos... uma pata de um elefante: melhor manter cautela.
Uma história cabeluda é... ambiente perfeito para piolhos.
Abre-te... corazón!
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Anote na agenda
Curso Narração de história e livro em cena
Quando: dia 27 de maio, das 9h30 às 17h
Onde: Casa Vermelha (r. Tacito de Almeida, 147)
Mais informações: penelopemartins@uol.com.br
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