O fio e os rastros, por Diogo Bercito
Diogo Bercito compartilha suas pesquisas e o contato com a natureza que marca "A solidão das aranhas".
Sangue Ruim (trecho): De meus antepassados gauleses tenho o olho azul e branco, e a falta de jeito na luta. Julgo minhas vestes tão bárbaras quanto as suas.(...) Os gauleses eram os esfoladores de animais, os queimadores de ervas mais incapazes de seu tempo. Deles, herdei: a idolatria e o amor ao sacrilégio; — todos os vícios, cólera, luxúria — magnífica, a luxúria — e sobretudo a mentira e a preguiça. Tenho horror a todos os ofícios. Patrões e operários, todos campônios, ignóbeis. A mão que escreve é a mesma que lavra. — Que século de mãos! — Jamais terei mão. (…) É para mim evidente que sempre fui raça inferior. (…) O sangue pagão retorna! (…) Espero Deus com gula. Sou de uma raça inferior desde toda eternidade. (…) Agora sou maldito, tenho horror à pátria. O melhor é dormir, completamente bêbado, na praia.
Arthur Rimbaud (Uma temporada no inferno)

DW Ribatski nasceu em Curitiba em 1982. É artista plástico, ilustrador e quadrinista. Já colaborou com diversas publicações, como o caderno Ilustríssima da Folha de S.Paulo e a revista Superinteressante, entre outras. Nas HQs, publicou Campo em branco (Quadrinhos na Cia., 2013), Como na quinta série (Balão Editorial, 2012), La naturalesa (coleção MIL, Cachalote/Barba Negra, 2011), Vigor Mortis (Quadrinhofilia/Zarabatana Books, 2011, com José Aguiar e Paulo Biscaia) e Dois (Roax Press, 2013). Contribui para o blog com uma coluna mensal de quadrinhos.
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Fabiane Secches apresenta os bastidores da escrita de "Ilhas suspensas", seu romance de estreia.
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