O fio e os rastros, por Diogo Bercito
Diogo Bercito compartilha suas pesquisas e o contato com a natureza que marca "A solidão das aranhas".
Antes da abertura da mesa Angico, com as autoras Ayelet Gundar-Goshen e Ayòbámi Adébáyò e mediação de Lilia M. Schwarcz, um senhor me abordou e passou a me agredir verbalmente, pois — segundo ele —, no lançamento do livro Grande sertão: veredas em São Paulo (09/04), eu teria me recusado a entregar o livro de sua esposa ao escritor Mia Couto. Na minha lembrança este senhor desejava entregar pessoalmente e, mesmo que esta lembrança esteja errada, nunca entrego pessoalmente livros a autores estrangeiros, sempre indicando quem pode fazê-lo na editora.
Após repetir diversas vezes os xingamentos, a mesma pessoa começou a discorrer que sabia que eu sofro de depressão. Neste momento, justamente por ser portador de depressão bipolar leve, não controlei meus sentimentos perante a agressão e o assédio e disse que teríamos que resolver aquele assunto imediatamente. Foi uma atitude infeliz da minha parte, provocada pelas repetidas agressões verbais, enquanto eu apenas aguardava o início do evento.
Presto esse esclarecimento, abrindo detalhes íntimos do meu temperamento, para pedir desculpas à Flip, que faz parte dos orgulhos de minha vida, e ao público. Estou triste com a minha falta de controle e optei por expressar no blog da editora este sentimento.
Luiz Schwarcz
Paraty, 12/07/2019
Diogo Bercito compartilha suas pesquisas e o contato com a natureza que marca "A solidão das aranhas".
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