Um ano sem celular nas escolas: o que mudou?
Conversamos com educadores para descobrir na prática como a lei nº 15.100/2025 mudou a realidade das escolas
Ilustração de Hrefna Bragadottir em "O livro do Lívio"[/caption]
Os livros chegaram ao Bom pra Cuca também pelas mãos da filha mais velha -- para quem Danielle lê diariamente desde que a pequena tem dois anos, como parte da rotina do sono -- e foram ficando, ficando, ficando. Porque Danielle se deu conta de que literatura é, mais que presença, vínculo, relações, espaço de desenvolvimento afetivo, cognitivo, pessoal.
Terceiro bate-papo da série com as Famílias Leitoras Brinque-Book, ela vai contar aqui um pouco da experiência leitora da família, respondendo a três perguntas.
>>Leia os bate-papos anteriores: aqui, com Coisas da Lara, e aqui, com Lendo junto.
Ilustração de Sarah Warburton em "A princesa e o gigante" (texto de Caryl Hart)[/caption]
Como sua família lê?
Minha família lê de várias formas; nós temos aqui diferentes leitores. A gente tem o nosso horário da leitura diário, que é na hora de dormir e faz parte da nossa rotina do sono. E isso foi um divisor de águas muito significativo. Comecei a ler com a minha mais velha, de fato, de maneira mais efetiva, quando ela tinha dois anos. A entrada da leitura [na rotina dela] estimulou muito um processo de sono mais autônomo e independente. Agora eu tenho um [filho] pequeno e ele já está inserido nesse processo de leitura desde que nasceu. E isso facilitou muito mais: ele percebe esse momento [de ler junto] de um outro jeito, mas também já entende que [ler] o prepara para o sono.
Além disso, a literatura, a leitura, os livros fazem parte da nossa rotina no almoço, no jantar, porque a gente conversa. Além da gente ler, eu gosto muito de usar os livros como forma de bate-papo; usamos os livros nas conversas: "como aconteceu naquele livro, poxa, será que não é importante a gente prestar atenção no que o outro sente"? Uso muito o livro como forma de trazer esses bate-papos que engrandecem nosso dia a dia.
Conversamos com educadores para descobrir na prática como a lei nº 15.100/2025 mudou a realidade das escolas
Antes de ser mediadora de leitura, Cristiane foi professora. Na sala de aula, ela começou a se envolver com a literatura e a mediação observando o que funcionava - e o que não funcionava - na formação de novos leitores
Cada coordenador pedagógico e professor tem seu próprio processo para desenhar o percurso das leituras. Mas há alguns fatores que precisam ser levados em conta